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sábado, 15 de novembro de 2014

A Praça Onze, homenagem a Marcilio Dias.

Atualmente a Praça Onze é reconhecidamente um local que remete aos afrodescendentes e sua cultura. Muitos creditam o feito à inauguração do Monumento de Zumbi dos Palmares,1986. Muito antes porém, o berço do samba já acalentara outro jovem negro, de 27 anos, herói que defendeu o território brasileiro na Batalha do Riachuelo, um dos mais importantes episódios da Guerra do Paraguai: Marcílio Dias.

Onde tudo começou ...

Até o final do século XVII a região onde se situa a Praça Onze de Junho (Praça Onze) era desabitada. Após a chegada da Família Real Portuguesa, por volta de 1810, cabe ao Rei D. João iniciar a ocupação do que hoje conhecemos como Cidade Nova inaugurando o Largo do Rocio Pequeno.

Entretanto, a primeira benfeitoria no local só ocorre em 1842, com a implantação de um chafariz em cantaria, de estilo neoclássico, projeto de Grandjean de Montigny, para servir no abastecimento das casas e estabelecimentos do entorno.

Anos mais tarde, com o início da Guerra do Paraguai (1864/1870) e a onda de nacionalismo a partir da vitória brasileira na Batalha Naval do Riachuelo (1865), o Imperador Pedro II rebatizou o Largo do Rocio Pequeno com a data do confronto principal que levou à morte, entre outros, o marinheiro Marcílio Dias: Praça Onze de Junho.

O relatório oficial sobre a batalha aponta Marcilio Dias como herói. Escrito pelo comandante do navio Parnahyba, capitão-tenente Aurélio Garcindo Fernandes de Sá (1829-1873), o relato destaca vários oficiais, sargentos, soldados e marinheiros que lutaram com bravura. Mas o destaque maior foi reservado a Marcílio Dias, que morreu enfrentando os inimigos na ponta da espada:

"O imperial marinheiro de 1ª classe Marcilio Dias, que tanto se distinguira nos ataques de Paissandu, imortalizou-se ainda nesse dia. Chefe do rodízio raiado, abandonou-o somente quando fomos abordados para sustentar braço a braço a luta do sabre com quatro paraguaios. Conseguiu matar dois, mas teve de sucumbir aos golpes dos outros dois. Seu corpo, crivado de horríveis cutiladas, foi por nós piedosamente recolhido, e só exalou o último suspiro ontem pelas 2 horas da tarde, havendo-se-lhe prestado os socorros de que se tornara a praça mais distinta da Parnahyba. Hoje, pelas 10 horas da manhã, foi sepultado com rigorosa formalidade no rio Paraná, por não termos embarcação própria para conduzir seu cadáver à terra".


A iniciativa de retratar Marcílio Dias aconteceu quase meio século depois de sua morte. Em 1902, o capitão-tenente Santos Porto, diretor da Revista Marítima Brasileira, convocou oficiais, marinheiros e soldados contemporâneos do marinheiro Dias para criar a imagem do herói, encomendado ao artista Décio Vilares. 

A partir do retrato, o escultor Luis Paes Leme criou o monumento, doado pelo Clube Naval à cidade para colocação na Praça Onze, concretizando a homenagem com a inauguração em 11 de junho de 1948, aniversário da batalha e da morte de Marcílio Dias. 

 1957


As razões que retiraram o busto da Praça Onze

A primeira remoção do monumento ocorreu em 1978 para as obras do Metro. A recolocação ocorreu no ano seguinte, 1979, até que em 1983, um acidente de carro avariou o pedestal e derrubou o busto. Recolhido pela 6ª Delegacia de Polícia, foi encaminhado ao Comando do 1° Distrito Naval, na Praça Mauá, e posteriormente entregue para o antigo Departamento de Parques e Jardins, onde os danos sofridos foram recuperados.


De volta à Praça Onze, foi reinstalado em 1986, meses antes da inauguração do Monumento à Zumbi dos Palmares, onde permaneceu até ser roubado em 1988 conforme registram o ofício 520-0-DGPJ, de 19 de dezembro de 1988, e as notícias dos jornais da época.

Recuperado, o  busto foi reinaugurado na Praça Barão de Ladário, em 1995, em frente ao I Distrito Naval, onde ficou até 2012. Sua remoção deveu-se à execução das obras de infraestrutura do projeto Porto Maravilha. Atualmente encontra-se sob a guarda da Marinha do Brasil, enquanto espera nova oportunidade de voltar à área pública. 
  

Biografia de Marcílio Dias

Marcilio Dias ingressou na Armada Imperial como recruta em 6 de julho de 1855, aos 16 anos de idade, e sentou praça no Corpo de Imperiais Marinheiros em 5 de agosto do mesmo ano.
Em 1856 embarcou na corveta Constituição e, logo após, no navio Tocantins. A 15 de maio de 1861 recebeu a sua primeira promoção, passando a Marinheiro de Terceira Classe. Foi promovido depois a Marinheiro de Segunda Classe em 11 de maio de 1862. No ano seguinte, já na Escola de Artilharia, recebeu a classificação de "Praça Distinta".
Em 1864 embarcou na corveta Parnaíba, em expedição ao Rio da Prata. No regresso, a 20 de julho do mesmo ano, foi promovido a Marinheiro de Primeira Classe (equivalente hoje a Cabo). 
Em 6 de dezembro de 1864, quando o Almirante Tamandaré iniciou o cerco a Paysandú durante a Campanha Oriental (1864-1865), Marcilio Dias teve o seu batismo de fogo, contra as forças do Uruguai. Durante o assalto final à Praça-forte de Paysandú, em 31 de dezembro de 1864, uma batalha que durou 52 horas, terminando em 2 de janeiro de 1865, Marcílio Dias foi um dos mais bravos combatentes, tendo ficado famoso o seu grito de 'vitória', quando subiu à torre da Igreja Matriz de Paysandú acenando para os seus companheiros com a bandeira do Brasil. 


Sagrou-se herói na Batalha Naval do Riachuelo, em 11 de junho de 1865, no início da Guerra da Tríplice Aliança. Quando a corveta Parnaíba, onde chefiava o rodízio raiado de ré, foi abordada por três navios paraguaios, travou uma luta corpo a corpo contra quatro inimigos, armado de sabre, abatendo dois deles. Na luta teve seu braço decepado na defesa da bandeira do Brasil. 

Para o público externo à Marinha – intelectuais, artistas, integrantes de movimentos sociais –, João Cândido é o herói negro número um da corporação. Mas para o círculo militar,  Marcílio Dias, é o herói negro da Batalha do Riachuelo, portanto, quem recebeu inúmeras homenagens:
- dois meses após a sua morte, a Marinha Imperial incorporou um navio a vapor, adquirido na Grã-Bretanha para servir para o transporte de tropas, batizando-o de Marcílio Dias;
- em 1891, um torpedeiro de alto mar, construído em Londres, também foi batizado de Marcílio Dias;
- em 1910, o Almirante Alexandrino de Alencar criou a Medalha Marcílio Dias de Valor Militar";
- em 17 de março de 1919, foi fundado o Clube Náutico Marcilio Dias, na cidade de Itajaí em Santa Catarina;
- em 1922 foi fundado o Instituto Estadual de Educação  Marcílio Dias, na cidade de Torres/RS; 
- em 13 de dezembro de 1926, a Fundação do Amparo ao Marujo Brasileiro, recebeu o nome de Casa Marcílio Dias, embrião do atual Hospital Naval Marcílio Dias, no bairro Lins de Vasconcelos, no Rio de Janeiro;
- em julho de 1940, o presidente Getúlio Vargas lançou ao mar o contra torpedeiro Marcilio Dias; 
Várias outras instituições, militares ou civis, em todo o Brasil, assim como ruas, praças, cidades e outros logradouros foram batizados com seu nome

  Busto no Hospital Naval Marcilio Dias, no bairro do Lins de Vasconcelos. Foto de Alexandre L. Rosa

 Busto na Estação do Metro Praça XI. Foto de 
 Renan F. Souza




domingo, 9 de novembro de 2014

As ruas em pé de moleque na Cidade do Rio de Janeiro



Os chamados pés-de-moleque, ou calçada portuguesa, são os antigos calçamentos construídos sobre terra batida com pedras irregulares ou de seixos rolados (pedras redondas de rio). As ruas do Rio de Janeiro eram de terra batida e, com o tempo, foram sendo pavimentadas com pedras, a fim de permitir a circulação em diversas situações climáticas, surgindo o piso de pé-de-moleque. Muitos calçamentos desse tipo foram cobertos por outros mais modernos, sendo hoje raros os que ainda permanecem na cidade, como resquícios esquecidos de uma época.Um dos mais belos conjuntos de ruas em pé-de-moleque do Brasil está na cidade de Parati (RJ). Bem menos conhecidos, os conjuntos similares que existem na capital do Rio de Janeiro necessitam de uma proteção especial, a fim de preservar o registro de um passado. Numa tentativa de zelar por essa memória, foram relacionados os locais onde ainda é encontrada a autenticidade da pavimentação urbana carioca.


1. Ladeira da Misericórdia - Largo da Misericórdia 259, Centro


A primeira rua calçada no Rio de Janeiro foi essa ladeira, que se situava no agora extinto Morro do Castelo, cuja ocupação começou em 1567, quando o então governador Estácio de Sá transferiu cerca de 120 portugueses para o morro, como uma medida estratégica de segurança. No local, bastante íngreme, foi construído o Colégio dos Jesuítas e levantada uma muralha, para defesa do núcleo urbano. O acesso ao morro era feito apenas por uma rua em terra batida. Em 1617, o caminho foi calçado com pé-de-moleque. Em 1922, o  Morro do Castelo, berço da cidade, foi arrasado para aterro de vários pontos da metrópole, restando apenas um pedaço dessa ladeira como testemunho da formação do Rio.



2. Rua Silvino Montenegro, 53 acesso a Igreja Nossa Senhora da Saúde, Morro da Saúde.



Até o séc. XVII, a área urbanizada do Rio de Janeiro localizava-se entre o Morro do Castelo e a atual Rua da Alfândega. No morro da Saúde, de propriedade de Manuel da Costa Negreiros, foi construída uma capela entre os anos de 1742 e 1750. Com o passar do tempo, ela foi sendo ampliada até se apresentar como uma igreja em estilo rococó, a de Nossa Senhora da Saúde, que deu nome à localidade. O acesso foi todo calçado em pé-de-moleque, que resiste até hoje, apesar de ter sido construída uma escada lateral para facilitar a subida. 




3. Ponte dos Jesuítas - Santa Cruz

Para interligar a Fazenda de Santa Cruz à região de São Cristóvão, os jesuítas abriram uma estrada e construíram a Ponte dos Jesuítas, feita em 1752. Concebida pelo padre Pero Fernandes, a ponte tinha função de regularizar o fluxo das águas na baixada, promovendo a irrigação natural para manter os níveis de umidade dos pastos e evitar inundações. A ponte foi feita de pedras sobre o rio Guandu. Com seus 50m de extensão e 6m de largura, ela foi calçada em pé-de-moleque, para a passagem de tropeiros e pedestres.




4. Largo do Boticário - Cosme Velho

Até os anos 1920, o calçamento do Largo do Boticário era em pé-de-moleque. Durante seu mandato como prefeito (1926-1930), Prado Júnior mandou substituir o calçamento pelas atuais lajes de pedra, que lá se encontram até hoje. Contudo, no acesso ao largo, permanece o piso em pé-de-moleque. O largo começou a ser habitado em 1831, sendo que sua primeira residência foi erguida em 1846 e era de propriedade do marechal Joaquim Alberto de Souza Silveira, homem da corte do Imperador e padrinho de nascimento de Machado de Assis.


5. Largo Professor Silva Melo - Cosme Velho


Da  área remanescente do acesso ao túnel Rebouças, foi criada o Largo Professor Silva Mello com piso de pé de moleque e canteiros e um pequeno chafariz.  Projeto dos arquitetos  Alencastro Graça, Jorge Martins Cancela e Carlos Werneck de Carvalho da DPJ, foi inaugurado em 1974




6. Ladeira do Cerro Corá,  Rua Cosme Velho 647 - Cosme Velho 




7. Estrada das Paineiras 484, acesso a Capela de São Silvestre - Cosme Velho




8. Rua Orlando Rangel, esquina com Barão de Guaratiba, 44 – Glória 



9. Rua Santo Alfredo, no Largo dos Neves e Ladeira do Viana, Santa Teresa

  

10. Ladeira dos Meirelles - Santa Tereza



11. Rua Miguel de Paiva a partir do numero 408 -  Santa Tereza





12. Rua do Paraiso - Santa Tereza 


  Foto Ivo Korytowski


13. Rua Paula Ramos a partir do numero 433, Santa Tereza

  Foto de  Raul Felix de Souza



14. Ladeira Souza Doca - altura Rua Santa Alexandrina 752



15. Travessa Xavier dos Passos, inicia na Estrada Dom Joaquim Mamede 199 - Santa Teresa

 foto de Raul Felix de Souza


16. Beco João Jose - Saúde



17. Rua Jogo da Bola, Morro da Conceição



18. Morro do Livramento


19.Travessa de São Carlos - Catumbi

 foto  de Raul Felix de Souza

20. Ladeira do Gusmão, próximo a Rua Senador Alencar 67 - São Cristovão

 foto de Raul Felix de Souza

21.  Estrada Velha da Tijuca 1251 - Alto da Boa Vista


22. Estrada Velha da Tijuca 844

Para finalizar, faço as seguintes considerações. Para muitos, asfalto é sinônimo de progresso e infraestrutura urbana; porém, possui as desvantagens de ter dilatação térmica, que causa fissuras e resulta em deformidades e buracos. Por deteriorar com mais frequência, esse tipo de pavimento tem que ser constantemente recapeado ou inteiramente refeito. Já a pavimentação em pedra, de pé-de-moleque ou de paralelos, tem as vantagens de apresentar alta durabilidade, facilitar o escoamento da água da chuva e ser ecologicamente correta, apesar de imprópria para a circulação intensa de veículos. Manter as ruas de pedra é uma questão de sensibilidade dos moradores que preservam a originalidade na cidade.

Ficha cadastral: 

Ladeira da Misericordia - http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&iiCOD=136&iMONU=Piso%20de%20P%C3%A9%20de%20Moleque%20da%20%20Ladeira%20da%20Miseric%C3%B3rdia

Ponte dos Jesuitas - http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&iiCOD=1050&iMONU=Piso%20de%20P%C3%A9%20de%20Moleque%20da%20Ponte%20dos%20Jesu%C3%ADtas

Largo do Boticário - http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&iiCOD=424&iMONU=Piso%20de%20P%C3%A9%20de%20Moleque%20no%20Largo%20do%20Botic%C3%A1rio

Largo Professor Silva Melo - http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&iiCOD=425&iMONU=Piso%20%20no%20Largo%20Professor%20Silva%20Melo

Ladeira do Cerra Corá - http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&iiCOD=426&iMONU=Piso%20de%20P%C3%A9%20de%20Moleque%20da%20Ladeira%20Cerra%20Cor%C3%A1

Estrada das Paineiras - http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&iiCOD=550&iMONU=Piso%20em%20P%C3%AA%20de%20Moleque%20da%20Estrada%20das%20Paineiras

Rua Orlando Rangel - http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&iiCOD=262&iMONU=Piso%20de%20P%C3%A9%20de%20Moleque%20na%20Rua%20Orlando%20Rangel


Ladeira dos Meirelles - http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&iiCOD=549&iMONU=Piso%20de%20P%C3%A9%20de%20Moleque%20da%20Ladeira%20do%20Meirelles

Rua Miguel de Paiva - http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&iiCOD=548&iMONU=Piso%20de%20P%C3%A9%20de%20Moleque%20na%20Rua%20Miguel%20de%20Paiva
Rua do Paraiso - http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&iiCOD=1450&iMONU=Piso%20de%20P%C3%A9%20de%20Moleque%20na%20Rua%20do%20Para%C3%ADso

Rua Paula Ramos - http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&iiCOD=551&iMONU=Piso%20de%20P%C3%A9%20de%20Moleque%20na%20Rua%20Paula%20Ramos

Ladeira Souza Doca - http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&iiCOD=778&iMONU=Piso%20de%20P%C3%A9%20de%20Moleque%20da%20Ladeira%20Souza%20Doca

Travessa Xavier dos Passos - http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&iiCOD=547&iMONU=Piso%20de%20P%C3%A9%20de%20Moleque%20na%20Travessa%20Xavier%20do%20Passos

Beco João José - http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&iiCOD=567&iMONU=Piso%20de%20P%C3%A9%20de%20Moleque%20do%20Beco%20Jo%C3%A3o%20Jos%C3%A9

Rua Jogo da Bola - http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&iiCOD=566&iMONU=Piso%20de%20P%C3%A9%20de%20Moleque%20da%20Rua%20Jogo%20da%20Bola

Avenida Edson Passos - http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&iiCOD=798&iMONU=Piso%20de%20P%C3%A9%20de%20Moleque%20da%20Avenida%20Edson%20Passos

Estrada Velha da Tijuca - http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&iiCOD=799&iMONU=Piso%20de%20P%C3%A9%20de%20Moleque%20do%20Bebedouro%20da%20Estrada%20Velha%20da%20Tijuca