Google+ Followers

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Preto Velho - Monumento em Inhoaiba, Campo Grande


Inaugurado em Inhoaiba  durante as  comemorações dos 70 anos da libertação dos escravos  (13 de maio de 1958), o monumento criado por Miguel Pastor foi o primeiro de caráter religioso implantado no espaço público em reconhecimento à simbologia e imponência dreligião afro-brasileira.
O homenageado foi o Paizinho Quincas,  Joaquim Manuel da Silva,  um escravo de grande popularidade na região, pela sua autoridade moral e conduta. Nasceu em 1º de janeiro de 1854 e viveu por 109 anos, falecendo em 1963, cinco anos depois da inauguração do monumento.
  cedida por Teresa Branco Mendes

A  inauguração ocorreu com pompa e caráter cívico na presença do Prefeito Negrão de Lima e autoridades locais, do escultor e da grande incentivadora da obra, a Sra. Elza Osborne, além do próprio Tio Quincas.
Inicialmente  o conjunto era constituído pela estátua em bronze do Tio Quincas, ao centro da construção protegida por um lago, com repuxos luminosos e iluminação subaquática com 10 lampadas.
O obelisco de 9 metros de altura, revestido em pastilha bege,  possuía  letras de bronze afixadas com os dizeres: 13 de maio de 1888 – 13 de maio de 1958.
 cedida por Tereza Branco Mendes

Na área posterior ao obelisco, um mural de  3 metros de altura por  6 metros de largura, dividido em dois painéis registra em pastilhas amarelas, pretas e vermelhas desenhos criados pelo artista.


  fundos
  frente

No piso,  pedras portuguesas pretas e brancas, reproduzem  um Ponto de Rei Congo  desenhado no terreiro de mãe Apolinário em Porto Alegre ( terra natal do escultor).

 piso frente                                                                                                                                                     piso fundos

Nos anos seguintes à inauguração, sua importância cresceu e em 1983 a festa ao Preto Velho, passou a fazer parte do calendário oficial de eventos da Cidade do Rio de Janeiro, (Lei nº 476 de 14 de dezembro assinada pelo Prefeito Marcelo Alencar)

Por volta dos anos 90 (Século XX),  a festa no dia 13 de maio era o maior acontecimento da região, durando vários dias e contando com a  participação de diversos terreiros.
Contudo, após uma tentativa de furto da estátua do Paizinho Quincas, a Administração Regional de Campo Grande optou por recolhê-la, reinstalando-a somente às vésperas dos festejos  de  Preto Velho,  no dia 13 de maio de cada ano.

2003 2014
O monumento sem o homenageado em exposição, perdeu sua importância e a construção passou a ser vitimada pelo vandalismo e depredações, apesar das constantes limpezas  promovidas durante o ano, em especial na época das festas.

 2003  2006

Anos depois, foi inaugurada em 1969 a Mãe Preta foi instalada, ampliado a presença da cultura dos afrodescendentes.

 
A presença da imagem, representada por uma figura singela e protetora reuniu os adeptos e defensores dos cultos afro-brasileiros na garantia do espaço em homenagem aos Pretos Velhos, tanto que, desde 2006,  fundadores da  APAACABE  (Associação de Proteção aos Amigos e Adeptos do Culto Afro Brasileiro e Espírita) buscam o resgaste da festa e a história da Praça.


O ano de 2011 foi marcado por grande transformação do bairro de Campo Grande e a construção de um viaduto na rua onde estava situado o monumento causou mobilização dos moradores e religiosos na defesa do monumento e do espaço da tradicional festa do Preto Velho.
 2011
Em 2013, a Associação de Proteção aos Amigos e Adeptos do Culto Afro Brasileiro e Espírita, adotou o monumento e, em parceria com a Prefeitura, promoveu o cercamento e a reinstalação da estátua do Paizinho Quincas, garantindo assim sua preservação.
 Finalmente, no dia 13 de maio de 2014, após 56 anos de inaugurado o monumento, a festa em homenagem aos Pretos Velhos ocorreu com a presença definitiva da estátua do Paizinho Quincas e a  recuperação de toda a construção.
 
  

Dados cadastrais: 






terça-feira, 20 de maio de 2014

200 000 visitas



Hoje estou comemorando o blog: as histórias dos monumentos do Rio.

Em três anos e meio recebeu cerca de 174.000 visitas no Brasil e 26.100 de diversos países, principalmente dos Estados Unidos, China e Portugal.

Obrigada a todos que sempre incentivaram e ao meus editores, Alexandre Santos e Stela Elliot, que gentilmente dedicam seu tempo a ordenar os textos.