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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Os chafarizes que desapareceram na Cidade do Rio de Janeiro

A Cidade do Rio de Janeiro é repleta de fontes e chafarizes. Atualmente conta com cerca de 105 peças representantes de diferentes estilos e épocas. 

Os primeiros, construídos ainda no Brasil Colônia (1500/1808), tinham a função de abastecer a população. Alguns existem até hoje e são relíquias do patrimônio nacional. Entre eles se destacam a Bica da Rainha no Cosme Velho e o de Mestre Valentim, na Praça XV.

Somente a partir do fim do século XIX surgiram os chafarizes ornamentais para embelezamento dos espaços públicos. Obras de arte de origem francesa, adquiridas por catálogos junto às Fundições do Val D’Osne, com arranjos de jorro de água compondo volume e altura passaram a fazer parte do mobiliário da capital do Império

Mas essa pesquisa se dedica aos chafarizes e fontes que desapareceram da Cidade, ora pela degradação da construção, outras vezes pela reformulação do espaço urbano e também pela falta de manutenção e consequente desgaste, junto a população, em função do abandono.

Esse levantamento foi realizado com base nas publicações existentes e através de fotos ou pinturas antigas (dados iconográficos). Por este motivo, há deficiência de informações nos registros, principalmente em relação à autoria e ao motivo de seu desaparecimento.


Os chafarizes que o tempo levou...


1. Chafariz da Carioca.

O primeiro chafariz construído com caráter público foi o do Largo da Carioca.

Inaugurado em 1723, marca a conclusão da instalação da rede, obra iniciada em 1718 pelo governador Antônio de Brito, para trazer a água do Rio Carioca para a atual Rua Evaristo da Veiga. Era um chafariz barroco de mármore com dezesseis bicas em bronze. Em 1820 foi demolido e construído outro, temporário, em madeira.

Mais tarde, no período de Gomes Freire (1733/1763), foi construído o conhecido Aqueduto da Carioca (Arcos da Lapa) projeto atribuído ao Brigadeiro Pinto Alpoim, para melhorar a distribuição das águas.O primeiro chafariz construído com caráter publico, foi no Largo da Carioca .

    Thomas Ender
.

2. Chafariz de Grandjean de Montigny - Largo da Carioca.

Pulando para o século, XIX, porém no mesmo Largo da Carioca, em 1834 foi iniciada a construção de um novo chafariz, projetado pelo arquiteto Grandjean de Montigny. Inaugurado em 1848, tinha 35 bicas para o abastecimento da população, tanques para as lavadeiras e um bebedouro de animais. Foi demolido em 1925 na gestão do Prefeito Alaor Prata para alargamento do Largo da Carioca e implantação de um novo paisagismo.   


 Pustkow Friedrich- BN

 Arquivo Nacional 1925


Voltando ao século XVIII...


3. Chafariz do Palácio dos Governadores. 

Foi implantado pelo governador Gomes Freire de Andrade em meados do século XVIII, provavelmente em 1750. Era de cantaria lavrada em mármore e foi construído de acordo com o desenho e orientação de  El-Rei D. Manuel com pedras vindas de Portugal.   Para o abastecimento de água, instalaram o cano condutor de chumbo embutido em pedras perfuradas, envolvidas por grossas pedras e cal  ao longo da atual Rua Sete de Setembro.

  Ilustração de Guta

Ao instalar-se na cidade, em 1778, o Vice-Rei Luis de Vasconcelos, verificou que esse chafariz localizado bem próximo ao palácio era utilizado por escravos, aguadeiros e marinheiros. Incomodado, em 1789, a pretexto de mudá-lo de lugar argumentando que o mesmo atrapalhava as marchas militares e que estava em ruínas, mandou demoli-lo.
Como compensação mandou construir outro, próximo ao cais, concretizado em 1789. Trata-se do chafariz de Pirâmide, de Mestre Valentim, que se encontra até os dias de hoje na Praça XV.


4. Chafariz das Marrecas


Construído em 1785, tinha seu abastecimento oriundo do Aqueduto da Lapa e situava-se na Rua dos Barbonos, hoje Evaristo da Veiga.  Foi construído por Mestre Valentim, no governo de D. Luiz de Vasconcelos, em frente ao Passeio Público, separado dele pela Rua das Belas-Noites, depois Marrecas.


As descrições relatam que possuía dois tanques: no nível mais baixo, a água jorrava de cinco bocas de leão e no tanque superior, do bico de cinco marrecas de bronze jorrava a água destinada ao uso doméstico. A entrada era ornamentada por duas  pilastras de pedra lavrada nas extremidades do semicírculo e sobre as quais havia duas figuras de metal representando o “Caçador Narciso” e a “Ninfa Eco”.

Em 1896, a ampliação do Quartel da Policia Militar fez demolir o monumento mais interessante da época de Luiz de Vasconcelos. As esculturas de Mestre Valentim foram recolhidas ao Jardim Botânico pelo Dr. Barbosa Rodrigues e estão lá até hoje. 


Terra Carioca - Fontes e Chafarizes 


5. Chafariz do Largo do Moura


Foi construído em 1794, pelo Conde de Rezende, no largo entre o Museu Histórico Nacional e a ladeira do Morro do Castelo. Ali fora instalado o Regimento de Infantaria de Moura, a primeira unidade da Cidade e o local passou a se chamar o Largo do Moura. 


Era uma fonte de forma retangular, de alvenaria cantonada e pilastras de pedra trabalhada, encimada por vasos de mármore. Tinha quatro longos degraus de granito colocados na frente e nos fundos.


Pela pintura de Ender constata-se a imponência da construção. Na lápide em pedra lioz lia-se a seguinte inscrição: “Ilmo. e Exmo. Sr. D. José de Castro, Conde de Rezende, Vice-Rei e capitão general de mar e terra do Estado do Brasil mandou edificar esta fonte. Ano MDCCXCIV.”


 Terra Carioca - Fontes e Chafarizes 


Não há registros quanto à data de sua demolição, porém o local abrigou um necrotério que mais tarde deu lugar à construção de pavilhões, quando houve a Exposição do Centenário da Independência (1922).

 Thomas Ender, 1817




6. Chafariz das Lavadeiras

Foi uma obra realizada pelo Intendente Paulo Fernandes Vianna. Recebia as águas que abasteciam o Chafariz do Lagarto (na Rua Frei Caneca) provenientes dos Rio Andaraí e Maracanã por canos de madeira. Foi inaugurado em 24 de junho de 1818
 Loeillot

 Terra Carioca - Fontes e Chafarizes 

 O chafariz das Lavadeiras era formando por uma escadaria de cinco degraus, em forma de círculos que permitia o acesso ao tanque. Do seu corpo central saíam vinte e duas bicas que jorravam a água no tanque. Fora da área central havia duas pias menores para os animais. Foi reformado em 1839 e demolido em 1873, durante a reforma do Campo de Santana feita pelo paisagista francês Glaziou.

7. Chafariz do Mercado 

Em 1834, a Câmara Municipal mandou construir um chafariz entre as ruas do Mercado e do Ouvidor, na antiga praia do Peixe. O projeto de Grandjean de Montigny foi financiado pelo vereador Manuel Teixeira da Costa e Silva.O chafariz era formado por blocos de pedra e tinha uma bacia circular. Em cima dos blocos estavam assentadas quatro esferas que suportavam uma pirâmide quadrangular ornamentada por um ouriço de bronze.Em cada lado havia golfinhos de bronze por onde jorrava a água na bacia. Foi demolido junto com o Mercado da Praia do Peixe (ou da Candelária) em 30 de agosto de 1911 na administração de Serzedello Correa.

 Foto: Fernando França Leite

8. Chafariz do Largo de Santa Rita

Sua construção datava de 1839, também obra do interventor Paulo Vianna. Para trazer as águas do aqueduto da Carioca até atual Avenida Marechal Floriano, em frente à Igreja de Santa Rita, o governo encomendou à Inglaterra, um encanamento de chumbo para cobrir toda a extensão do percurso

Thomas Ewbank - 1846
 Terra Carioca - Fontes e Chafarizes 

O chafariz possuía a forma de um polígono octogonal regular, composto de quatro corpos sobrepostos. Sobre o patamar, levantava-se o tanque octogonal, com oito bicas nas respectivas faces, tendo duas vezes e meia a altura do tanque. Oito frades de pedra, dos quais quatro suportavam um mastro de ferro de onde pendiam lampiões de azeite, completavam a ornamentação.  

Desapareceu em 1884. Foi substituído por outro, escultórico, em ferro fundido, que posteriormente foi transferido para o Campo de São Cristóvão e que, desde 1986 permanece desmontado no depósito municipal.

  Foto de 1908

 Arquivo da GMC -  1980

9. Chafariz do Aragão 

Saindo do centro da Cidade, esse chafariz ficava localizado na Rua Conde de Bonfim, próximo a Rua dos Araújos. Foi construído em 1845, durante a gestão do Intendente Paulo Viana Francisco Alberto do Aragão, e por isso recebeu seu nome. Era composto por um corpo quadrangular, terminando com duas colunas superpostas em forma de cone.  O chafariz era abastecido pela água do Rio Maracanã na propriedade de Joaquim Henrique de Araújo, depois Visconde de Pirassununga. A data de seu desaparecimento não foi encontrada.

 Terra Carioca - Fontes e Chafarizes de Correia Magalhãe

10.Chafariz do Largo de Benfica 

Projetado por Grandjean de Montigny este chafariz de tanque quadrado e estilo clássico foi construído em pedra. Embora estivessem previstas a instalação de 4 bicas de bronze, a peça recebeu apenas duas, instaladas uma na frente e outra na parte posterior. Não foram  encontradas informações sobre o período de seu funcionamento.

 Terra Carioca - Fontes e Chafarizes 

11. Bica da Praia de Botafogo

Era uma pilastra de pedra quadrangular com uma bica de bronze. Ao lado da bica havia uma escadaria que dava acesso ao mar. Somente esse desenho faz referência a sua existência.

  Terra Carioca - Fontes e Chafarizes 


12. Chafariz do Palácio da Quinta da Boa Vista 

Localizado no terraço em frente ao Palácio da Quinta da Boa Vista, a fonte tinha uma grande bacia octogonal cercada por gradil de ferro, com postes para a iluminação. Poucas informações se têm dessa obra, o período de sua construção e do seu desaparecimento.

 sem identificação ( http://www.areliquia.com.br)
  Terra Carioca - Fontes e Chafarizes

13. Chafariz do Passeio Público

Projetado e construído por Glaziou em 1873, possivelmente o primeiro com jorro central, para ser o principal elemento de embelezamento da entrada do Passeio Público.  No ano de 2004, por ocasião da reforma do parque, foram realizadas pesquisas arqueológicas que resultaram no resgate da bacia de concreto original, comprovando a sua construção e aterramento.

 Henrique Fleiuss, 1862

 Revert Henrique Klumb, 1860

   Foto de 2004 

14. Chafariz da Travessa da Barreira

Esse pequeno chafariz representado pelo pintor Rugendas, foi identificado como uma fonte que existiu na Travessa da Barreira, atual Rua Silva Jardim, próximo a Praça Tiradentes.  Nenhuma outra informação sobre sua existência foi encontrada.

  Aguadeiros de Maurice Rugendas,  de 1835.


15. Fonte da Saudade

Essa fonte é outra cujo único registro aparece na pintura de Marc Ferrez de 1885. Corresponde à atual Rua Fonte da Saudade, próxima a Lagoa Rodrigues de Freitas.  

  Marc Ferrez 1885


16. Fontes do Morro do Castelo

O abastecimento de água aos moradores do Morro do Castelo registrado em fotos, indica a existência de pelo menos duas fontes, provavelmente minas d'água: uma, de Augusto Malta, data de 1910, a outra, da época do desmonte do morro, é de 1922.

 Arquivo Nacional demolição de Julio Ferrez 


17. Chafarizes do Jardim do Palácio Monroe

Inaugurado em 1906, o Palácio e o seu jardim de estilo inglês formavam um belo conjunto no final da Avenida Central. Instalados no jardim, três chafarizes com repuxo de água central  - dois circulares e o terceiro em formato de trevo de quatro folhas - ornamentavam pequenos canteiros ajardinados.

 desconhecido
Desapareceram na década de 50 (Século XX), transformando o espaço em estacionamento de veículos.

  fotos da internet

18. Chafariz Banheira dos Pássaros. 

Dotado de bacias de formas desiguais, este é um dos exemplos sem nenhuma informação quanto à  sua origem e nem sobre o momento do seu desaparecimento. Estava localizado do lado esquerdo do Museu Nacional e era composto por três taças de cobre superpostas.

 Terra Carioca - Fontes e Chafarizes de Correia Magalhães.


19. Chafariz da Garça

Esse chafariz provavelmente foi instalado em 1954, quando Burle Marx implantou seu projeto paisagístico para a Praia de Botafogo. Ficava próximo à sede da Fundação Getúlio Vargas e desapareceu no ano de 1992, sendo imediatamente substituído por um vaso em mármore de Carrara. Arquivo GMC


20. Chafariz da Exposição do Centenário da Independência

A escultura da Garça que jorrava água pelo bico se assemelha a de outro chafariz, também desaparecido e que havia sido instalado próximo à Praça XV de Novembro para a Exposição do Centenário de 1922, sugerindo a hipótese de tratar-se da mesma peça.

  

Arquivo Família Ferrez



21. Chafariz - Crianças no Guarda Chuva 

Foi instalado em 1936 durante uma reforma da Praça Barão da Taquara, ou Praça Seca. Desapareceu no final da década de 50 do Século XX. 

 1949

Em seu lugar foi instalada uma escultura francesa, pertencente à coleção da Fundição de Val D'Osne, reproduzindo “Diana de Gabis”, que originariamente ornamentava o Passeio Publico.


22. Chafariz do Bolonha da Praça N Senhora do Amparo

Foi inaugurado junto com o reconhecimento como logradouro público e implantação da praça em 1964 e demolido em 1995, durante obras necessárias à reordenação viária no bairro.

 Arquivo GMC


23. Chafariz de Bolonha do Jardim do Méier

Foi inaugurado em 1965 para as comemorações do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro e também sucumbiu em função de obras na praça, realizadas em 1989.

 Arquivo GMC


24.  Chafariz da Praça XI de Junho

Foi construído na década de 60 e permaneceu embelezando a Avenida Presidente Vargas até 1975 quando foi demolido para as obras de implantação do Metrô da Cidade. 

 


25. Chafariz da Avenida Princesa Isabel

Construído na década de 60 (Séc. XX) é um projeto do artista plástico Miguel Pastor.  Trata-se de um monumento integrado por um grande obelisco em linhas modernas onde estava fixado o perfil da Princesa Isabel, um lago e o chafariz na frente, compondo o conjunto. Não há referências de sua desativação/demolição.

  Arquivo GMC


26. Chafariz da Avenida Presidente Antônio Carlos

Esse chafariz foi provavelmente construído no final da década de 50. Poucas informações foram obtidas mas o seu funcionamento  formavam efeito de jorro de água.



 Arquivo GMC


27. Chafariz do Largo da Lapa

Instalado provavelmente nos anos 40 (Séc.XX), o pequeno chafariz ficava próximo ao Lampadário da Lapa.  Foi aterrado no final da década de 80 devido à dificuldade de conservação e alterações paisagísticas.

 1940 - Jean Manzon 


28. Chafariz Cascata da Praça Barão de Drumond

Em 1903, a Irmandade da Ajuda se instalou na área e começou um movimento pra a implantação de uma praça em frente à Igreja, o que ocorreu em 1909. A praça foi inaugurada em outubro daquele ano, com um coreto, rinque de patinação e um chafariz de ferro francês da Fundição de Val D'Osne.

Em 1954, durante uma reforma, o chafariz foi retirado e transferido para o depósito municipal até ser novamente instalado na Praça Condessa Paulo de Frontim, no Rio Comprido, onde permanece até hoje.

Enquanto isso, a Praça Barão de Drumond que em 1965, ganhara uma cascata com cerca de 20 metros de extensão e três níveis de degraus para a queda da água, em 1995 passa por nova remodelação, promovida pelo Projeto Rio Cidade, e perde de vez a cascatinha. 


29. Chafariz do Largo do Tanque

Consta que o nome "Largo do Tanque" se deve a um reservatório construído em 1875 para atender a animais, já que por ali circulavam bondes com tração animal que faziam o trajeto entre a Freguesia e a Taquara. 

Foi desativado em 1995 após a escultura “Bailarina” ter sido apedrejada e removida do local. A escultura, oriunda da Praia de Botafogo, foi transferida para a Praça Leonel Mesquita, na Freguesia. 

Em 2013 foi desmontado para a construção da Trans-Carioca. A bacia de gnaisse foi transferida para o deposito do Parque Noronha Santos.

  

 





30. Chafariz da Praça Edmundo Rego

O projeto paisagístico para a praça elaborado pelo arquiteto Azevedo Neto, em junho de 1934, incluía dois chafarizes circulares com cerca de 4 metros de diâmetro, com jorro central e funcionamento simultâneo. Esteve desativado por muitos anos,  mas em 1998 foi recuperado. Desapareceu em 2002 devido a uma nova proposta de paisagismo para a praça, que do projeto original preservou somente o pergolado de concreto.

   


31. Chafariz do Buraco do Lume 

O Chafariz em cascata e o lago foram inaugurados em 1974. No início dos anos 90, a praça foi reformada perdendo o chafariz e boa parte dos jardins em decorrência da implantação de um terminal de ônibus.

  foto de 1974


32. Chafariz da Candelária Fundos

Em 1988 o Prefeito Marcelo Alencar remodelou a Praça Pio X, no Centro, implantando dois chafarizes. O que ficava na face voltada para a Avenida Presidente Vargas foi aterrado seis anos depois, em 1994, devido à dificuldade de manutenção. 

O que fica em frente à entrada principal da Igreja da Candelária recebeu a escultura "Oferenda" de Humberto Cozzo, no centro do lago, e permanece em funcionamento até os dias de hoje. 

 Arquivo GMC


33. Parque Irmão Bernadelli 

Após a construção do Trevo das Forças Armadas, na década de 70, a área sob o viaduto se transformou em parque, com jardins e um grande lago entre as alamedas.  Em 1989, um novo tratamento paisagístico cercou o espaço e dotou a praça do chafariz circular de jorro central. A inauguração oficial só ocorreu em 1992, porém, constantes depredações levaram à sua desativação em 2001.




34. Chafariz do Largo do Meier

Chafariz projetado pelo escritório  Mayerhaver e Toledo e inaugurado em 29 de setembro de 1996. Depois de duas reformas foi desativado e aterrado em 2007 devido à dificuldade de sua manutenção.





35. Chafariz do Rio Carioca

Implantado pelo projeto urbanístico Rio Cidade Catete e de autoria da Planejamento Arquitetura Ambiental (PAA), foi inaugurado em 21 de março de 1996.  Era composto por três bicos que jorravam água para cima, para simbolicamente marcar a localização do rio que deu nome a Cidade.  Deixou de funcionar no ano 2000 e foi aterrado logo em seguida.




36. Chafariz da Vila Elite

Também implantado durante as obras de urbanização Rio Cidade Catete, projeto da  Planejamento Arquitetura Ambiental (PAA), foi inaugurado em 21 de março de 1996. Tratava-se de  uma cascata produzida em chapa inox.  Deixou de funcionar no ano 2000 e foi aterrado logo em seguida.

 Arquivo da GMC

37. Chafariz do Largo de Vaz Lobo

Esse foi demolido para a construção da Trans-Carioca em 2013. Inaugurado em  17 de setembro de 1968, pelo Prefeito Negrão de Lima. Era de efeito visual composto por uma bacia circular de 6 metros de diâmetro com jorro de água central atingindo cerca de 1 metro de altura.



Outros chafarizes poderão ser redescobertos e incluídos nessa relação graças às possibilidades abertas pela internet e apoio das redes sociais, resgatando e valorizando cada vez mais o patrimônio artístico e a história da nossa Cidade. 



Bibliografia consultada:
SANTA RITA, José de  - A água do Rio: do carioca ao Guandu: a história do abastecimento de água do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro: Synergia: Light: Centro Cultual da SEARJ, 2009
MAGALHÃES, Correa - Terras Cariocas  Fontes e Chafarizes -  Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 1935