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sábado, 21 de abril de 2012

Monumento a Tiradentes, patrono da nação brasileira


Tiradentes é o herói brasileiro que a data de sua morte foi consagrada, à comemoração dos precursores da independência do Brasil um dos primeiros atos da Republica Brasileira, pelo Decreto n. 15B, de 14 de janeiro de 1890.


Morto em 1792, Tiradentes só foi oficialmente reconhecido como herói em 14 de janeiro de 1890, quase cem anos depois, através do Decreto nº 155 B, que estabeleceu a data de sua morte – 21 de abril – como feriado nacional, em comemoração aos precursores da independência do Brasil. Essa foi uma das primeiras providências da república brasileira, proclamada dois meses antes. Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, é homenageado em monumento público desde 1894, quando foi instalada uma obra em Ouro Preto para lembrar seu nome, no mesmo local onde a cabeça do herói havia sido exposta após ele ter sido enforcado e esquartejado. Em sua cidade de origem, hoje também chamada de Tiradentes, há um busto em sua homenagem desde 1962. Há também um monumento em Belo Horizonte, inaugurado mais recentemente.

 Ouro Preto.

Sua morte também foi retratada na pintura.

  Aurélio de Figueiredo, O martírio de Tiradentes

 Pedro Américo, Tiradentes esquartejado

No Rio de Janeiro, o Monumento a Tiradentes está próximo à antiga Cadeia Velha, na Praça XV, de onde o homenageado partira para cumprir sua punição como um dos lideres da Inconfidência Mineira, no final do século XVIII. A estátua foi iniciativa da Câmara dos Deputados, por ocasião da construção da sede do Congresso Nacional – a escultura foi pensada para ser parte integrante do prédio, como uma figura monumental em sua fachada. Para escolher o artista que criaria a obra, foi realizado um concurso público, vencido pelo escultor Francisco Andrade.

O monumento carioca a Tiradentes foi inaugurado no dia 6 de abril de 1926. A escultura mostra um mártir com pulsos algemados, olhos voltados para o céu e semblante tranquilo, com o rosto levantado, como que altivo perante a condenação à morte. De cada lado da estátua, foram construídas duas colunas de cantaria, com uma figura representando a glória em sua homenagem.


O monumento é reverenciado todo dia 21 de abril. Para a data, a estátua é limpa pelo Corpo de Bombeiros. A Escola Municipal Tiradentes e a Polícia Militar do Rio de Janeiro comparecem para a entrega simbólica de flores ao herói

 

Esse é um monumento que está frequentemente envolvido nas manifestações populares ou de classes, por estar em frente à sede da Câmara de Deputados do Estado do Rio de Janeiro. O ideal de liberdade do povo brasileiro, foi registrado em uma pichação fotografada pelo jornal Correio da Manhã em 3 de abril de 1968 e na passeata dos 100 mil.

 1968


 2011  2011


Pela lei nº 4.897, de 1965, Tiradentes passou a ser o Patrono da Nação Brasileira, evidenciando que a sua sentença condenatória não é uma desonra, pois o herói foi reconhecido oficialmente com o mais alto título de glorificação do país, como o nosso maior patriota de todos os tempos.

Joaquim José da Silva Xavier era filho de pai português e mãe brasileira, nasceu em 1746 na fazenda de Pombal, entre São João Del Rei e São José Del Rei ( hoje Tiradentes). Ficou órfão de mãe aos nove e de pai aos onze. Trabalhou como mascate e minerador e tornou-se sócio de uma botica de assistência à pobreza na ponte do Rosário, em Vila Rica, e se dedicou também às práticas farmacêuticas. Foi morar com o padrinho, que era dentista. Tornou-se conhecido, na sua época, na então capitania, por sua habilidade com que arrancava e colocava novos dentes feitos por ele mesmo, com grande arte. Daí teria surgido o apelido de Tiradentes. Em 1775, alistou-se na Companhia de Dragões da companhia de Minas Gerais, chegando logo ao posto de alferes. Tinha como função patrulhar a carga de ouro e diamantes que saia das minas para o porto do Rio de Janeiro. Embora não tenha sido o idealizador do movimento, teve papel importante na propagação das idéias revolucionárias junto ao povo, tentando com isso arregimentar adeptos. Foi traído pelo Coronel Joaquim Silvério dos Reis. Depois da prisão de 34 pessoas, das quais cinco eram padres, iniciou-se a investigação e processo dos acusados, que deveria durar dois anos. O conspirador Cláudio Manuel da Costa que era de família enriquecida na mineração, havia estudado em Coimbra e foi alto funcionário da administração colonial, foi encontrado enforcado na cela. Tiradentes acusado como cabeça do movimento negou tudo mas depois confessou, sem no entanto acusar qualquer companheiro como comprovam as atas do processo. Em abril de 1792 os inconfidentes recebiam suas penas: onze condenações à morte, cinco a degredo perpétuo e várias penas de prisão. Todos perdiam seus bens. Das condenações à morte só foi mantida a de Tiradentes, sendo as demais transformadas em degredo perpétuo por D. Maria I. Tiradentes morreu no dia 21 de abril de 1792, executado na Praça da Lampadosa no Rio de Janeiro. Seu corpo foi esquartejado, ficando sua cabeça exposta em Vila Rica e seus membros espalhados em postes no caminho entre Minas e Rio de Janeiro.




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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Curumim - O indiozinho da Lagoa Rodrigo de Freitas


Inicialmente habitada pelos índios Tamoios, que a denominavam Piraguá (“água parada”) ou Sacopenapan (“caminho dos socós”), a Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, foi logo pretendida pelos colonizadores portugueses para a instalação de um engenho de açúcar, entre 1575 e 1578. Conta-se que o governo de Antônio Salema se utilizou de um método traiçoeiro para exterminar os índios da região: roupas usadas por doentes de varíola foram espalhadas pelas margens. Inocentes, os índios foram contaminados e exterminados. Após esse grande massacre, foi construído no local o Engenho D'El Rei, onde hoje funciona o Centro de Recepção aos Visitantes do Jardim Botânico. Para lembrar essa triste história, foi instalada na Lagoa, em 1979, a escultura de um indiozinho, chamada de Curumim por seu criador, o artista plástico Pedro Correia de Araujo.



Em 2005, a escultura foi vítima de vandalismo pela primeira vez, após 14 anos de exposição pública à margem da Lagoa – seu arco foi furtado. Curiosamente, muitos acreditavam que a escultura estava incompleta há muito mais tempo, devido à ausência de flecha na composição. A prefeitura instalou um novo arco em 2006. 

 



Meses depois, já em 2007, o arco foi furtado novamente. E como ele estava soldado e aparafusado, saiu dividido. Em seguida, em 2008, uma das mãos da escultura foi quebrada por um vândalo, deixando o Curumim mutilado.

 

Finalmente, em 2011, após muitos contatos com o autor do Curumim, foram refeitas a mão e o arco da estátua. Contudo, havia a preocupação de que outros danos poderiam ocorrer, por ser uma peça esbelta. Pedro Correia de Araujo afirmava: “Quando o Indiozinho foi instalado aqui na Lagoa, a pedra ficava dentro d’água, o que impedia o vandalismo. Com o passar dos anos, o assoreamento aconteceu e qualquer um passou a ter acesso à pedra, podendo chegar ao Curumim para danificá-lo. Agora a escultura está em outra pedra dentro da água, o que a protege e reproduz a situação original.”


 

Veja o video: http://vimeo.com/28787999





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