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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Getulio Vargas em várias homenagens na Cidade de Rio de Janeiro

A primeira homenagem da cidade do Rio de Janeiro a Getúlio Vargas aconteceu logo após sua morte, em 1954, quando foi instalado um busto sobre um vaso de mármore de Carrara que já havia na Praça Marechal Floriano.
                                   
 1954

 1959

Oito anos depois, em 24 de agosto de 1962, o monumento de Luiz Serri é inaugurado em seu devido pedestal. Nessa ocasião, foi instalada no pedestal “A Carta Testamento” de Getúlio, como o principal documento relacionado a sua morte. O monumento permaneceu no centro da praça até 1996, quando o espaço foi revitalizado pelo Projeto Rio Cidade, da Prefeitura. Após as obras, o busto foi transferido para a lateral da praça, onde permanece.

 
Em frente ao Hospital Getulio Vargas, no bairro da Penha,  existe a homenagem ao patrono em bronze do ex-presidente, quando instalação não temos referencias.

 

Em Paquetá também existe um monumento em homenagem a Getúlio Vargas. Ele fica na Praça São Roque, próxima à Igreja, semelhante ao existente na Praça Marechal Floriano. Não se sabe a data de sua inauguração.

   

Em Benfica, na Praça Getúlio Vargas, no conjunto habitacional dos ex-combatentes, existe outra cópia do busto, inaugurada em 1996 quando da revitalização do espaço pela Prefeitura.



Em 1984, foi promovido um concurso público nacional, pelo então governador do Estado do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, e por seu secretário de Cultura, Darcy Ribeiro, presidido pelo arquiteto Oscar Niemeyer, para a criação de um memorial dedicado a Getúlio. O projeto vencedor foi o do arquiteto Henock de Almeida.

Originalmente, era para o memorial ser construído na Praça Mahatma Gandhi, em frente à Cinelândia. Entretanto, o local estava ocupado por um estacionamento subterrâneo. E o projeto foi engavetado.

Em 2002, foi retomado o projeto de Henock para o memorial a Getúlio Vargas. A Praça Luís de Camões, na Glória, foi o local escolhido para a sua construção. Finalmente, a Prefeitura do Rio inaugurou o Memorial Getúlio Vargas no dia 24 de agosto de 2004, conforme o projeto inicial, marcando o cinquentenário da morte do presidente. 

O memorial foi erguido sob um espelho d’água. De seu centro surge uma coluna de 17,5m, reduzida em 6m para evitar que o seu tamanho ultrapassasse a altura das copas das árvores e impedisse a visão dos prédios da Rua do Russel, em cuja entrada foi instado o busto de Getúlio Vargas, que pesa 3 toneladas e tem 2,50m de altura, sobre uma base de 3m onde se encontra reproduzido o texto da carta-testamento.  Conhecido como Getulão ou Cabeção, o monumento ainda acirra controvérsias sobre sua implantação. 


Henock comenta: “Sempre acreditei que um dia o projeto seria realizado e mantive a maquete ao meu lado. Não pela arquitetura, mas sim pela importância da vida e obra do mais popular presidente da nossa história”.


 




Getúlio Dornelles Vargas nasceu em São Borja (RS), no dia 19 de abril de 1882. Foi advogado e líder civil da Revolução de 1930, que pôs fim à República Velha ao depor o presidente Washington Luís. Impediu a posse do presidente eleito em 1 de março de 1930, Júlio Prestes, quando assumiu como chefe do “Governo Provisório”. Permaneceu como presidente do Brasil até 1945, enquanto durou seu Estado Novo, implantado após um golpe de estado.
Getúlio era chamado de “o pai dos pobres”. A sua doutrina e seu estilo político foram denominados de getulismo ou varguismo.
Em 1954, quando se suicidou com um tiro no coração em seu quarto no Palácio do Catete, na cidade do Rio de Janeiro, Getúlio Vargas ocupava a presidência do país pela segunda vez, agora eleito pelo povo. Sua morte recebeu uma das maiores manifestações de pesar de toda a história da nação. Por tudo isso, Getúlio teve seu nome inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, em 15 de setembro de 2010, pela lei nº 12.326.
Getúlio Vargas foi um dos mais controvertidos políticos brasileiros do século XX. Sua influência se estende até hoje. A sua herança política é invocada por pelo menos dois partidos políticos atuais: o Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).


Caso alguma foto aqui inserida esteja em desacordo com os direitos de propriedade, sem a fonte e/ou legenda, por favor, envie correção para veradias2009@hotmail.com, ou se for o caso solicite a retirada.














sábado, 3 de setembro de 2011

Rodolfo Bernardelli - os monumentos na Cidade do Rio de Janeiro


José Maria Oscar Rodolfo Bernardelli nasceu em Guadalajara, no México, em 1852. Filho de pai violonista e de mãe dançarina, pertencia a uma família de artistas, de origem italiana. Em companhia dos seus irmãos – Henrique Bernardelli e Felix Bernardelli, também artistas –, deixou seu país natal em 1866, passando por Chile e Argentina até fixar moradia no Rio Grande do Sul. Em 1870, Rodolfo veio para a cidade do Rio de Janeiro, para estudar no curso de escultura ministrado por Chaves Pinheiro, na Academia Imperial de Belas Artes, onde revelou seu notável talento para essa forma de arte. Quatro anos depois, ele se naturalizou brasileiro.

                     

Ao regressar ao Brasil, em 1885, Bernardelli esculpiu “O Cristo e a Adúltera”, em mármore, e “Santo Estevão”, em bronze, ambas hoje no acervo do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. No mesmo ano, foi nomeado professor da cadeira de Escultura Estatuária na Academia Imperial de Belas Artes, em substituição a Chaves Pinheiro. Nessa cadeira, da qual foi o sexto ocupante, ele havia sido precedido também por Auguste Marie Taunay, João Joaquim Alão, Marc Ferrez e Francisco Elidio Pantiro.



Com a Proclamação da República, em 1889, Rodolfo Bernardelli pediu demissão. Porém, por intervenção de seu amigo e admirador Benjamin Constant, acabou permanecendo no cargo e integrando a comissão incumbida de reformar a Academia, que seria transformada na Escola Nacional de Belas Artes, atual Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

As esculturas de Rodolfo Bernardelli foram sempre muito bem recebidas, justamente no momento em que a sociedade brasileira passava por mudanças profundas. A nova classe dirigente reclamava um artista que correspondesse à exaltação progressista em voga. Bernardelli, na escultura, atendia àquelas aspirações. Em 1894, ele realizou o primeiro monumento da República, em homenagem ao General Osório, situado na Praça XV, inaugurado em 12 de novembro. 

 

A seguir, em 7 de maio de 1897, foi inaugurado no Flamengo seu Monumento a José de Alencar, considerado o fundador do romance brasileiro, escritor nacionalista e vibrante.

 

Dois anos depois, no dia 15 de agosto de 1899, foi inaugurada a poucos metros dali, no Largo do Machado, outra obra de Bernardelli em homenagem a um herói brasileiro, o Duque de Caxias. De inspiração semelhante à do Monumento a Osório, esta nova obra acabou sendo transferida para a Avenida Presidente Vargas em 1949, onde foi construído um mausoléu para o marechal, o que descaracterizou a criação. 


 



 Para os festejos dos 400 anos do descobrimento do país, Bernardelli inaugurou, no dia 13 de maio de 1902, a grande obra “A Descoberta do Brasil”, no Largo da Glória. Com ela, o artista homenageou três personalidades do feito: Pedro Álvares Cabral (comandante da frota), Pero Vaz de Caminha (escrivão da frota) e o frei Henrique do Coimbra (capelão que celebrou a primeira missa).

 

No mesmo ano, foi inaugurado seu monumento tumular a Carlos Gomes, em Campinas (SP). Em 16 de janeiro de 1960, uma réplica da peça foi instalada na Praça Marechal Floriano, no Centro do Rio.


 

Em 1905, no dia 7 de agosto, foi a vez de Bernardelli inaugurar a estátua de Teixeira de Freitas, no antigo Largo de São Domingos, próximo à Av. Passos, no centro do Rio de Janeiro. Em 1910, o monumento foi transferido para a Praça Paris. Por fim, a obra foi levada para a Av. Marechal Câmara, próximo ao prédio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em 1993. Essa estátua é considerada um dos melhores trabalhos de Rodolfo Bernardelli.  

 

Por encomenda da prefeitura, Bernardelli criou, em 1906, um utilitário para a cidade do Rio de Janeiro: um lampadário, destinado a substituir os postes das companhias Jardim Botânico e Tlophonicy do Telégrafo Nacional e da iluminação pública. Ele se encontra próximo ao Centro, no Largo da Lapa, sendo um dos mais belos ornamentos da cidade. Foi inaugurado em 5 de novembro daquele ano.


O monumento seguinte foi a estátua de Cristiano Benedito Ottoni, considerado o “pai das ferrovias no Brasil”. A encomenda partiu da diretoria da Estrada de Ferro Central do Brasil, a fim de comemorar o jubileu da inauguração do tráfego por via férrea. Cada funcionário contribuiu com uma cota para a realização do monumento, instalado diante da fachada da Central no dia 29 de março de 1908, onde se encontra até hoje. 

  

Já a iniciativa da construção do Monumento ao Visconde de Mauá teve origem no Clube de Engenharia, na sessão realizada em 1º de setembro de 1903. O projeto inicial era de um arco monumental, sob o qual ficaria a primeira locomotiva da Estrada de Ferro de Mauá, encimado pelo busto do homenageado. Essa idéia, porém, não foi aceita, prevalecendo a coluna que foi instalada na Praça Mauá. Com as obras de na praça a estatua foi transferida para a Rua da Candelária e as colunas estão guardadas no deposito da Prefeitura.

 

Nas ruas do Rio de Janeiro, temos ainda outras esculturas de Bernardelli: os bustos de Gonçalves Dias de 2 de junho de 1901, o de Alberto Nepomuceno (1910) e de Ferreira Araújo (1912),  no Passeio Público, de Serzedelo Correa  (1910) e o de Pereira Passos na Praça Pio X entre as Avenidas Presidentes Vargas e Rio Branco. e um monolito com a placa e efigie de Vieira Souto e de Paulo de Frontim, situado em Ipanema.



 Alberto Nepomuceno


 Ferreira Araujo

 Gonçalves Dias


  Serzedelo

 Pereira Passos

 Vieira Souto



Rodolfo Bernardelli foi o professor titular da cadeira de Escultura Estatuária na Escola Nacional de Belas Artes até 1910, quando foi substituído por seu discípulo José Otávio Correia Lima, mais tarde também diretor.
Bernardelli teve numerosos alunos, entre os quais se destacam também Amadeu Zani, Antônio de Mattos, Modestino Kanto, Manuel Joaquim da Silva, Benevenuto Berna, Adalberto Matos, Angelina Agostini, Jurandir dos Reis Paes Leme, Honório da Cunha e Melo, Armando Magalhães Correia, Joaquim Rodrigues Moreira Junior, Julieta França, Nicolina Vaz de Assis, Paulo Mazzuchelli, Hildegardo Leão Veloso, Samuel Martins Ribeiro, Carlota Nascimento e Celita Vaccani– esta última, professora de modelagem da Escola.
O Museu Nacional de Belas Artes guarda algumas peças da enorme obra de Bernardelli, composta por cerca de 270 trabalhos, incluindo maquetes e estudos. Sua produção foi abundante.
Realizou ainda trabalhos – em regra, figuras alegóricas – para o Teatro Municipal e as fachadas da antiga Escola Nacional de Belas Artes e da Biblioteca Nacional, além das águias do Palácio do Catete, no Rio de Janeiro.
São ainda de sua autoria estátuas e lustres do Museu Histórico Nacional, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, do Clube de Engenharia, do Instituto de Manguinhos e da Escola Nacional de Engenharia, entre outros.
Em 18 de dezembro de 1952, no programa do centenário do nascimento de Rodolfo Bernardelli, foi inaugurado na Praça Irmãos Bernardelli, no Leme, o monumento aos irmãos Henrique e Rodolfo, de autoria do escultor Hildegardo Leão Veloso, um dos discípulos de Rodolfo.
Rodolfo Bernardelli morreu no dia 7 de abril de 1931, aos 78 anos.





 
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