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sábado, 31 de dezembro de 2011

O Passeio Público do Rio de Janeiro

O Passeio Público do Rio de Janeiro foi o primeiro espaço público criado no Brasil. Durante os 200 anos de sua existência, ele recebeu diversas intervenções, que esse texto objetiva registrar, a fim de garantir sua preservação, com a divulgação de sua história.

No local onde hoje se encontra o Passeio Público, existiu, até o final do século XVIII, uma lagoa chamada de Boqueirão da Ajuda, que recebia os despojos de esgotos e lixo da população de seu entorno. Com a consequente proliferação de doenças, o então vice-rei, Dom Luís de Vasconcelos, resolveu aterrar o charco, desobstruindo, assim, a interligação da cidade e eliminando o foco de contaminação.

                                          
Pintura de Leandro Joaquim - Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro


Para ocupar aquele local, o vice-rei decidiu criar um jardim público, imbuído do conceito iluminista de saúde pública. Assim nasceu a primeira área urbanizada do Rio de Janeiro e das Américas.

A lagoa do Boqueirão foi aterrada com material proveniente do desmonte do pequeno Morro das Mangueiras, onde hoje está a Rua Visconde de Maranguape, no Centro. A tarefa de arrasar o morro, aterrar a lagoa e construir o jardim foi entregue a Mestre Valentim, considerado o melhor escultor da cidade na época. Realizado o aterro, foi imediatamente construído um cais, para que as ondas do mar não invadissem o jardim. Em seguida, Mestre Valentim iniciou os trabalhos de ornamentação do Passeio, construído entre 1779 e 1783, como primeiro local para o lazer do povo.


Mestre Valentim não trabalhou apenas como supervisor e autor da planta do Passeio – ele também confeccionou todas as peças de arte instaladas no local, inclusive as de metal, as primeiras fundidas no Brasil. No fundo do jardim, quatro escadas de pedra levavam ao terraço, que se debruçava sobre a Baía de Guanabara.

O maior destaque artístico do Passeio é o Chafariz dos Jacarés, fonte abastecida no passado pelo Chafariz da Carioca, por intermédio de canos subterrâneos. Localizada na extremidade do jardim, a fonte é composta por peças em bronze, fundidas por Mestre Valentim na Casa do Trem.

O Chafariz dos Jacarés, também conhecido como Fonte dos Amores, foi construído em um pequeno outeiro artificial, onde se encontravam “pousadas” três aves pernaltas que jorravam água pelos bicos. Dois jacarés entrelaçados lançavam água pelas bocas para um grande tanque. Um coqueiro de ferro completava o conjunto, que contava uma história romântica.


Figura : Correia Magalhães, "Terra Carioca - Fontes e Chafarizes, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, 1929

Nas costas do Chafariz dos Jacarés, está a Fonte do Menino, outra criação de Valentim. Originalmente, a fonte era de mármore, segurando um cágado que, por sua vez, lançava água para um barril de granito, hoje em bronze.

As duas pirâmides triangulares localizadas dentro de um lago, em frente ao Chafariz dos Jacarés, também foram foram esculpidas por Mestre Valentim, em 1806, no governo do Conde dos Arcos,

Outro destaque do Passeio é seu belo portão de ferro, instalado na entrada do parque e executado sobre dois pilares de pedra lavrada. A peça, em estilo rococó, foi concebida por Mestre Valentim e apresenta elementos típicos da obra do artista, como guirlandas de rosas e margaridas. Um medalhão de bronze dourado traz, no lado interno, as armas da cidade, e, no externo, as efígies da rainha Dona Maria I e de seu marido, Dom Pedro; na face da monarca portuguesa lê-se o dístico “Maria Iª et Petrus III Brasiliae Regibus 1783”. As armas da cidade do Rio de Janeiro substituíram as armas do Império, exibidas no passado no medalhão de Dona Maria I.

                                            
Além de seu valor artístico, o medalhão de Dona Maria I tem grande valor histórico, por ser uma das poucas referências em via pública, no Brasil, à memória da rainha de Portugal, que viria a morrer no Rio de Janeiro em 1816.

O início do século XVIII foi marcado pelo abandono do parque. Somente em 1860, D. Pedro II resolveu intervir, encomendando uma obra de reforma, segundo plano apresentado por Francisco José Fialho e o botânico Auguste Glaziou.

A nova composição agregava elementos do jardim à inglesa e tentava dar ao parque uma aparência semelhante à dos parques contemporâneos europeus. Mantendo nesse jardim alguns marcos do seu antecessor, Glaziou altera radicalmente o projeto, criando um modelo bem ao gosto da época – o jardim paisagístico. Com suas curvas sinuosas, pontes, quiosques, fontes e vários outros componentes, o jardim fará parte do dia-a-dia da população. A escolha de árvores e plantas para os diversos recantos é uma característica constante.



Nessa reforma, o parque recebeu novas obras de arte, principalmente em ferro fundido das fundições do Val D'Osne, que se encontram ali até hoje, como um dos principais legados da arte francesa no Rio de Janeiro.

Prefeito do Rio de Janeiro entre 1902 e 1906, Pereira Passos, que realizou numerosas obras na cidade, também interveio no Passeio Público, com o objetivo de criar atrações para o parque. Ele construiu um aquário público, um bar e quiosques para vendas de mercadorias. Em 1922, foi construído um grande Teatro Cassino na área do terraço, criado por Valentim com a mesma intenção. Contudo, durante a gestão do prefeito Henrique Dodsworth (1937-1945), tais construções formam consideradas descaracterizadoras e, então, demolidas.

                                      

Se antes o Passeio Público ficava junto ao mar, hoje ele se encontra no Centro da cidade, graças a sucessivos aterros que foram levando a Baía de Guanabara para cada vez mais longe do parque, que perdeu seu uso de belvedere do mar.

  século XIX

 Foto: Malta 1906

 Anos de 1930

 1986

O reconhecimento do valor histórico e artístico do Passeio Público foi decretado com o tombamento em 1938, pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, com destaque para o conjunto do Portão Principal, o do Chafariz dos Jacarés (a Fonte dos Amores) e o par de obeliscos. E com a Carta de Florença, de maio de 1981, do Comitê Internacional de Jardins e Sítios Históricos – UNESCO, o Passeio Público se firmou como jardim histórico.

A partir de então, a conservação devera ser a maior preocupação em relação ao parque, devido aos danos causados pela ação do tempo e pela utilização do bem patrimonial, que necessitam ser amenizados através de medidas preventivas, no tratamento desse monumento de grande valor.

Videos por períodos históricos:

1 - http://www.youtube.com/user/Veradias2009?feature=mhee#p/u/3/EAgwXHsAiYY

2 - http://www.youtube.com/user/Veradias2009?feature=mhee#p/u/2/FD-LFRP65go

3 - http://www.youtube.com/user/Veradias2009?feature=mhee#p/u/1/LoMujYQCoUE

4 - http://www.youtube.com/user/Veradias2009?feature=mhee#p/u/0/CR62Cdfb8e4




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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O Gato-Maracajá e a Pedra da Onça na Ilha do Governador

Na Praia do Bananal, na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, há uma escultura, fruto de uma lenda local, que se transformou em um símbolo do bairro.

Diz a lenda que uma índia, pertencente a uma tribo da região, ia àquela praia todas as tardes, acompanhada de seu animal de estimação, um gato-maracajá, e lá se banhava. Um dia, a índia mergulhou no mar e não mais voltou, ficando o animal a aguardar o seu retorno durante dias e dias, eternamente petrificado.

Esta história inspirou um grupo de moradores, na década de 1920, a construir um monumento a ser colocado sobre a Pedra dos Amores, em homenagem ao fiel gato-maracajá. A obra foi executada por Galdino Guttmann Bicho, artista plástico residente na Ilha.


                  1949

              1952

1965

Com os danos causados pelo tempo e por vandalismo, a escultura já estava destruída na década de 1960. Outra mobilização aconteceu e o gato-maracajá foi recriado, para manter a lenda indígena. Assim, em 20 de janeiro de 1965, a escultura original foi substituída por outra, que permanece sobre a pedra até hoje.

 

A lenda se eternizou neste monumento, que incorpora a escultura à Pedra da Onça.




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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Os portões da Quinta da Boa Vista - Rio de Janeiro

A Quinta da Boa Vista é um dos grandes parques do Rio de Janeiro, cujos portões registram a história dos períodos imperial e republicano.

Em maio de 2011, foi descrita neste blog a construção do jardim-terraço da Quinta da Boa Vista e a instalação do primeiro portão monumental daquele espaço, o Portão da Coroa, para os preparativos do casamento de D. Pedro, príncipe de Portugal, com Maria Leopoldina. Esse portão, segundo consta, foi presente do duque de Nothumberland a D. João VI.


                                        

Em 1909, na administração do prefeito Serzedelo Correa, foi encarregada a Inspetoria de Matas e Jardins, atual Fundação Parques e Jardins, da execução dos trabalhos de embelezamento, remodelação e saneamento dos jardins da cidade. Nesse período, foi executado o jardim-terraço,e  a transferência do Portão da Coroa para uma área nos fundos da Quinta da Boa Vista, onde mais tarde foi instalado o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro.

Já o Portão da Cancela limitava a propriedade na direção do Campo de São Cristovão, hoje afastado dos limites gradeados do parque e reduzido na sua dimensão, sendo simplesmente um resquício do que fora outrora, sem relação física com a Quinta da Boa Vista.

                 
  Imagem cedida pelo Museu Histórico Nacional

 1992


  2006

O portão principal para acesso ao parque passou a ser o Portão da República, na entrada da Alameda das Sapucaias.

                       anos de 1920

 2006

Em 1992, com a redução de sua área para a abertura de uma segunda via de circulação no entorno do parque, foi criada uma rótula viária para a sua preservação.

Mais tarde, foi instalado um outro portão menor à frente da alameda principal, seguindo o desenho do gradil instalado em 1992.

         2006
                   
Mas o mais curioso portão da Quinta da Boa Vista é o que designa o espaço, situado na direção da estação do metrô de São Cristóvão. Acredito que seja do período da implantação paisagística executada por Glaziou em 1869; porém, não disponho de documentos que comprovem esse dado. Há também a hipótese de esse portão ter sido deslocado para esse local.

 2010

A cerca de cem metros dali, há outro portão semelhante, sem uso, de propriedade da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), cuja conservação não compete à administração municipal do parque. A dimensão e os elementos decorativos desse portão levam a crer que se trata do modelo completo.

Em ferro fundido, com detalhes em bronze extraídos do catálogo das fundições de Val D'Osne, esses portões podem ser representantes do período imperial da Quinta da Boa Vista.







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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A Ponte dos Jesuítas – resquício do século XVIII na cidade do Rio de Janeiro

Ao longo de dois séculos de permanência no Brasil, os jesuítas criaram várias aldeias, sendo que algumas delas alcançaram um certo poderio político e econômico, após seu importante papel na integração dos índios à Colônia.


O inicio da ocupação da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro  aconteceu com  Cristóvão Monteiro, ouvidor-mor do Rio de Janeiro e morador de São Vicente, casado com Marquesa Ferreira e pai de dois filhos, recebeu uma sesmaria de terras que ia de Sapiaguara a Guaratiba. Com a morte de Cristóvão, a Marquesa resolveu dividir as terras de Guaratiba e Guarapiranga em duas partes iguais. Doou uma parte à filha Catarina, e outra à Companhia de Jesus. Catarina, no entanto, também cedeu sua parte à Ordem de Santo Inácio: esta foi a gênese da fazenda de Santa Cruz. A posse se deu no ano de 1589 e, a partir de então, essas terras jesuíticas passariam por algumas aquisições, aumentando sua capacidade produtiva.
A Fazenda de Santa Cruz tinha dez léguas quadradas em seu auge produtivo e era considerada a mais importante propriedade do sul do Brasil. Contava com milhares de escravos, além de técnicas avançadas para a época. Chegou a ter 22 currais, onde eram criados gado vacum, equinos, suínos, caprinos e ovinos, fora os animais domésticos. Entre outros produtos, cultivava feijão, mandioca, fumo, algodão e cacau, destacando-se a produção de açúcar, arroz e farinha. Contava também com manufaturas, que atendiam às necessidades internas, como era comum nas grandes propriedades do período colonial. A fazenda abrigava olaria, ferraria, carpintaria, serraria, fábricas de cerâmica, de canoas, de móveis e de artigos em couro, tanoaria, atividades de ourives, de prateiros e de tecelagem, forno de cal, casa de farinha, engenhos, oficinas de descasca de arroz, engenhoca de aguardente e engenho de açúcar.



Para interligar a Fazenda de Santa Cruz à região de São Cristóvão, os jesuítas abriram uma estrada e construíram a Ponte dos Jesuítas, feita em 1752. Concebida pelo padre Pero Fernandes, a ponte tinha função de regularizar o fluxo das águas na baixada, promovendo a irrigação natural para manter os níveis de umidade dos pastos e evitando inundações. A ponte foi feita de pedras sobre o Rio Guandu, daí um dia ter sido chamada de Ponte do Guandu, ou ponte D. Pedro I

Para que a Ponte dos Jesuítas cumprisse seu papel, foram traçados mapas com a rede hidrográfica, as elevações, os vales, os morros e as depressões. Dois jesuítas foram pesquisar na Holanda – país que possuía problema semelhante – os procedimentos que deveriam ser adotados. Assim, eles concluíram que se deveria conter o leito dos rios nos pontos de inundação e abrir valas e canais para o escoamento das águas, que seriam manobradas conforme a necessidade, solucionando os problemas tanto de enchentes como de secas

Funcionando como comporta, a Ponte dos Jesuítas possui arcos em cantaria de dimensões variadas, que eram deixados abertos para o escoamento natural do rio ou fechados para represá-lo, a fim de que o excesso de água refluísse para cima, indo vazar pelo canal que havia sido construído com esse fim (atual “valinha”), desviando parte das águas para o Rio Itaguaí
           
Com seus 50m de extensão e 6m de largura, a Ponte dos Jesuítas servia também como passagem para tropeiros e pedestres que iam e vinham do interior em direção ao Rio de Janeiro.

     
Do lado do reservatório,a ponte possui quatro arcos, os óculos, que retinham a água – na saída, a velocidade era reduzida com a divisão dos canais em duas paredes


Uma represa que permitisse o melhor desenvolvimento das colheitas representava um grande avanço na época. O marco da presença jesuíta e sua capacidade artística foram expressos nessa construção. Um medalhão barroco, esculpido em gnaisse no centro da ponte com o símbolo jesuíta, enriquecem a obra: I.H.S. ( “Jesus Salvador dos Homens”).

A ponte traz também a seguinte inscrição em latim: “Flecte genu, tanto sub nomine, flecte viator. Hic etiam reflua flectitur amnis aqua” (“Dobra o joelho sob tão grande nome, viajante. Aqui também se dobra o rio em água refluente”). É também ornamentada por colunas com capitéis em forma de pinhas portuguesas, esculpidas em pedra, trabalhadas com cinzel.

 

Com a expulsão dos jesuítas, em 1759, a fazenda foi incorporada aos bens da Coroa e ficou subordinada diretamente ao vice-rei, passando a produção por um período de decadência.

Foi só a partir de 1790 que seu desenvolvimento recebeu maior atenção da metrópole. Assim, a plantação de cana-de-açúcar e a construção de engenhos foram incentivadas, mas não houve o resultado esperado e a produção passou por novo declínio, com a consequente venda de terrenos. Com a carta régia de 7 de novembro de 1803, foram desmembradas de sua área os engenhos de Itaguaí e Piaí, o que agravou a situação de decadência da Fazenda de Santa Cruz, cuja pequena renda era obtida da exploração dos arrendamentos, pastos e extração de madeira.
Com a canalização do rio Guandu, o conjunto arquitetônico da Ponte dos Jesuítas foi destituído de sua função original, mas constitui um dos mais belos e raros monumentos da arquitetura jesuítica no Rio de Janeiro, sendo consagrada por sua importância histórica e arquitetônica desde 1938, com o seu tombamento nacional.





Veja o video: http://www.youtube.com/watch?v=8U_cYpjMgp0





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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

As obras de arte das Fundições do Val D'Osne trazidas pelo paisagista Glaziou


A arte do ferro fundido chegou ao Brasil no século XIX, pelas mãos do imperador Pedro II, apreciador da beleza do estilo neoclássico, reproduzido nas peças das Fundições Val D' Osne. O primeiro chafariz em ferro fundido do Rio de Janeiro foi uma obra de Mathurin Moreau, instalada inicialmente na Praça XV de Novembro, no Centro da cidade. Hoje se encontra na Praça do Monroe, no final da Avenida Rio Branco.
                                        

                             
Entre o final do século XIX e a primeira metade do século XX, período de expansão e transformação da cidade, o Rio de Janeiro viu esse acervo crescer em quantidade e variedade, valorizado pelo paisagista francês Auguste Marie Glaziou, que veio ao Brasil a convite de D. Pedro II e foi o criador dos primeiros parques e praças da capital do Império.

Os jardins de Glaziou popularizaram por aqui as obras em ferro fundido, utilizadas também como elementos decorativos em edifícios públicos e nos jardins das residências mais nobres.

O primeiro parque público do Brasil, o Passeio Público, no centro do Rio de Janeiro, foi reformado por Glaziou em 1861, a pedido de D. Pedro II. Em meio a suas linhas românticas foram instaladas uma ponte (imitando troncos de árvores) e um conjunto escultórico de Mathurin Moreau representando as estações do ano.

  Guarda corpo em ferro

 Inverno      Primavera

  Verão

No Campo de Santana, outro parque da mesma época e também localizado no Centro da cidade, quatro monumentais portões em ferro fundido permitem acesso ao jardim. Inaugurado oficialmente em 1880, durante as comemorações da Independência do Brasil, o conjunto é de 1873. Quatro fontes embelezam o parque – com a figura da “Jovem Europa”, de Mathurin Moreau –, instaladas no parque desde 1885, além da escultura da “Sereia”, de Serres, que ornamenta o lago artificial criado por Glaziou.

   Jovem Europa

                           A Sereia

 Portão Monumental

Em 1862, foi inaugurada na Praça Tiradentes, no Centro do Rio, o Monumento a D. Pedro I. Para personificar ideais valorizados pela filosofia positivista de Auguste Comte, foram encomendadas quatro esculturas de Mathurin Monroe – “Fidelidade”, “Liberdade”, “Justiça” e “União” –, instaladas no entorno do monumento após a implantação dos jardins de Glaziou. As obras foram criadas em estilo neoclássico.

   

Um atraso na confecção e na entrega da encomenda fez com que as estátuas fossem instaladas em 1863, quase um ano após a inauguração da praça, onde permaneceram por muitos anos. Mais tarde, elas foram deslocadas para outras praças da cidade, somente retornando em 2005, quando da restauração do Monumento a Pedro I.

E assim Glaziou nos deixou um legado de esculturas das Fundições do Val D'Osne.