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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Grandjean de Montigny e o Chafariz da Pracinha do Alto da Boa Vista, uma das construções sobreviventes.

Grandjean de Montigny nasceu a 15 de julho de 1776 em Paris. Foi um excelente arquiteto. Premiado, dedicou-se ao estudo dos monumentos clássicos. Trabalhou para o governo de Napoleão, tendo reformado o Palácio Bellevue, na Vestfália (Alemanha), na época sob controle napoleônico.

Com a derrota de Napoleão, Grandjean de Montigny retornou a Paris, mas desprestigiado, por ter trabalhado para o imperador. Então, juntou-se ao grupo de artistas que, organizados por Joachim Lebreton, vieram ao Rio de Janeiro a convite de D. João VI, para participar da Missão Artística Francesa, cujo objetivo era formar novos artistas e executar grandes projetos de estilo neoclássico. Chegou ao Rio em 26 de março de 1816.

Dos projetos que Grandjean realizou na cidade, o mais importante dentre os que ainda estão de pé é o edifício hoje conhecido como Casa França-Brasil (Rua Visconde de Itaboraí, 78, Centro), realizado entre 1819 e 1820 para abrigar a Praça do Comércio, a primeira da colônia, em decorrência da abertura dos portos em 1808, por ocasião da vinda da família real para o Brasil.

                                              

No entanto, o prédio serviu para essa finalidade por apenas dois anos. Em abril de 1821, as tropas do então príncipe Dom Pedro invadiram o local para dispersar manifestantes favoráveis à permanência da corte portuguesa no país. Com a rebelião, o prédio foi fechado, tendo sido reformado e reaberto em 1824, como Alfândega.

Em 1944, a casa teve suas portas fechadas novamente, pois a Alfândega fora transferida. Foi reaberta somente sete anos depois, para abrigar o II Tribunal do Júri.

Em 1978, novo fechamento, sendo reaberta 12 anos depois como centro cultural, dedicado ao intercâmbio entre a cultura brasileira e a francesa, honrando sua origem. O projeto de Montigny se mantém intacto, tanto por fora como por dentro.

Outra obra de Montigny que resiste no Rio de Janeiro é o Solar de Grandjean (Rua Marquês de São Vicente, 225, Gávea), de propriedade da Pontifícia Universidade Católica (PUC). Quando o arquiteto francês chegou ao Brasil, optou por morar na Gávea, onde residiu até sua morte, em 1850. A viúva, Luiza Grandjean, vendeu a propriedade, que passou pela mão de diversos donos até ser adquirida pela universidade em 1951, para abrigar sua administração. Em 1979, nasceu o Solar Grandjean de Montigny, inicialmente funcionando como Centro de Atividades Artísticas e atualmente abrigando o Centro Cultural da PUC-RJ, onde são realizados eventos culturais e exposições de arte.


                                                   

A terceira obra completa de Montigny ainda existente no Rio de Janeiro encontra-se em um espaço público: o chafariz de pedra da Praça Afonso Viseu, no Alto da Boa Vista. Projetada em 1846, esta foi sua última obra edificada, originalmente no antigo Rossio Pequeno da Cidade Nova, hoje conhecido como Praça Onze de Junho.

                                                                  



No início do século XX, com a rede de abastecimento implantada na cidade, os chafarizes caíram em desuso. Entretanto, o abandono da obra de Montigny era protestado na imprensa, como mostra este trecho de matéria publicada no jornal “A Notícia” em dezembro de 1903:


“Ouvi falar que se pretende remover o chafariz de Grandjean de Montigny, do Largo do Rocio Pequeno (praça onze de junho) para um terreno ajardinado da Avenida Central.



Não sei que razões de vez em quando, embirram com aquela fonte, digna de melhor sorte. É preferível, mas muito preferível, remove-la cuidadosamente para outro sitio e aí ser melhor tratada, realçar, do que deixa-la em absoluto abandono, como se acha, ou pior elimina-la, e seu lugar passar a outro e diverso ocupante, conforme, alguns, houve quem desastradamente lembrasse.



É lamentável a condenação a impureza, da maior parte dos velhos chafarizes, são vitimas, do mesmo mal de que fazem padecer o da Praça Onze de Junho. É vergonhoso estar à gente ver, todos os dias essas fontes secas, sem bicas ou torneiras; e o pobre transeunte na dura continência de suplicar copos d água nas mercearias e botequins.

Não se compreendem também jardins e praças sem fontes, quanto mais com fontes sem água. Abandonaram a do Rocio Pequeno, edificada no meio do pitoresco recinto ornado de altas casuarinas; ali, incompleta e desprezada, esperam que alguém dela se compadeça, não para remove-la ou desmancha-la, mas restituir-lhe os elementos que a compunham a dar-lhe exercício para bem do publico.

Não bastara para essa praça o cruel infortúnio da perpétua vizinhança de um mameiro, progressivamente aumentado, infeto e verdejante, em que de um tempo a esta parte se transformo ou o Canal do Mangue, ainda a querem privar do seu tradicional chafariz!... Não é de crer.

Acredito mais que o governo, a quem incumbem os serviços das águas de beber, mande completar a fonte, de acordo com o seu desenho fundamental, pois, pelo seu péssimo estado de conservação, anda até a despertar injustas apreciações a respeito da sua linha artística por não conhecerem o risco do mestre, risco, que infielmente a renascença parece, publicara no seu numero do corrente mês.

Arrancaram a principio as peças de remate e terminais dos monumentos e nos lugares de máscaras, por cujas bocas sairia a água, conforme projetou Grandjean, pegaram as torneiras que, durante muitos anos, funcionaram, mas agora nem mais lá se acham.

As fontes e chafarizes não se destinam somente a proporcionar água ao sequioso, concorrem para o saneamento e estética das cidades. É fato trivialissimo. Quem desconhece o que se há construído na especialidade por esse estrangeiro o fora, em todas as épocas da arte?

Então temos fontes artísticas afins de deixa-las abandonadas e desmanteladas. Para depois, do duvidoso aspecto, devido ao abandono e depredações, resultarem protestos contra a permanecia, alegando-se levianamente que enfeia e atravanca o logradouro publico; levianamente sim, porque não se sabe imaginar o que fora desenhado e o que falta para voltar ao primitivo aspecto. Não é fácil saber ver , saber ver é uma ciência.

O efeito artístico das fontes depende do que é plástica, propriamente dita, e dos jatos, espadanas e jogos das águas que as integram. No seu trabalho Grandjean tudo previu.

O calculo hidráulico para conseqüência estética do funcionamento de uma fonte, de efeitos artísticos, exige umas tantas cautelas técnicas nas determinações de diâmetros de orifícios ou canos para que uniformemente a obra corresponda aos intuitos do artista que a imaginou e projetou. As águas dos chafarizes devem sempre correr, e não intermitentemente por torneiras; as águas são complementos ornamentais.

O boato da remoção do chafariz da Praça Onze de Junho para a Avenida Central, é afinal de contas consolador, como homenagem à obra do grande artista francês, que iniciou no Rio de Janeiro, o ensino oficial da arquitetura, e foi celebridade artística dos princípios do século findo. Mas desde que se trata da nova artéria urbana, melhor seu outro monumento igualmente moderno. A velha fonte continue no seu ponto, e dirijam para ela carinhosas atenções, restaurem-na e a façam funcionar. O dinheiro a despender não atingirá talvez a metade de uma dezena de contos de reis.”


Bem, por essa, passou. Mas, com a abertura da Avenida Presidente Vargas, em 1940, o chafariz foi transferido da Praça Onze de Junho para a Praça Afonso Viseu, no Alto da Boa Vista, onde permanece até hoje, tombado pelo Patrimônio Nacional, apesar das agressões dos nossos tempos.




     

                                              Foto de 2006

Outra obra de Grandjean, mas que resiste apenas em parte, é a fachada da Academia de Belas Artes, atualmente localizada no interior do Jardim Botânico (Rua Jardim Botânico, 1008). Quando a Missão Francesa veio ao Brasil, pretendia-se implantar o ensino regular de artes na colônia – pintura, escultura, arquitetura e ofícios – para superar o tradicional trabalho colonial barroco português. A princípio, o rei D. João VI criou a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, em 1816, cujo nome foi alterado em 1820 para Academia Real de Desenho, Pintura, Escultura e Arquitetura Civil, para em 1826 passar a se chamar Academia Imperial de Belas Artes.

                                                



Assim, ordenou o rei a construção de um prédio para a Academia. Datando de 1826, o edifício se localizava na Rua do Ouvidor, mas foi demolido na década de 1930 porque, com o advento da República em 1908, a Academia fora transferida para onde hoje se encontra o Museu Nacional de Belas Artes – obra do arquiteto Morales de los Rios, sob o título de Escola Nacional de Belas Artes –, na atual Avenida Rio Branco. Do prédio original, só restou a fachada, que, segundo se diz, foi preservada nos anos 1940 por insistência do arquiteto e urbanista Lúcio Costa.

Outra obra de Grandjean importante para o Rio de Janeiro foi o grande chafariz de 40 bicas de metal do Largo da Carioca, o terceiro construído ali. Iniciado em 1833, foi concluído em 7 de abril de 1840, mas acabou sendo demolido durante o mandato do prefeito Alaor Prata, em 1925, para dar lugar a uma grande área livre. Era mais uma relíquia neoclássica que se perdia.

Além dessa, várias outras obras de Grandjean de Montigny foram demolidas no Rio de Janeiro: o Mercado do Peixe, em 1903; o chafariz em comemoração à chegada da imperatriz Teresa Cristina, nos anos 40; um Arco Romano e um Triunfo Romano para comemorar a chegada de D. Maria Leopoldina.

Muitos outros projetos foram concebidos por Grandjean de Montigny para o Rio de Janeiro, como:

- Remodelação do Centro do Rio de Janeiro (previa a implantação de um eixo monumental que ligaria o cais ao Palácio Imperial);

- Novo Palácio Imperial do Rio de Janeiro;

- Praça Monumental do Campo de Santana;

- Adaptação do Seminário de São Joaquim para se tornar Colégio Pedro II;

- Prédio do Senado do Império;

- Monumento em homenagem a D. Pedro I;

- Templo do Amor e Templo de Himeneu no Largo do Paço, para a chegada de D. Amélia;

- Biblioteca Imperial;

- Chafariz para a Rua São Clemente;

- Chafariz para o Largo de Benfica;

- E, finalmente, em 1847, outro Palácio Imperial.

Assim, o pequeno chafariz da Praça Afonso Viseu, relíquia que se manteve a salvo de tanta destruição, deve ser lembrando e mostrado como uma das obras sobreviventes do arquiteto Grandjean de Montigny.

Veja a ficha cadastral:
http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&iiCOD=792&iMONU=Chafariz%20de%20Grandjean%20de%20Montigny

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Mascate - o vendedor popular no Rio de Janeiro




Antigamente, os vendedores que iam de porta em porta oferecendo bijuterias, tecidos, roupas e outros artigos eram chamados de “mascates”. Hoje, os que percorrem escritórios, consultórios, salões de beleza e residências são “consultores” ou “representantes”. Mas o trabalho é o mesmo: oferecem o produto diretamente ao consumidor, em uma atividade informal que movimenta a economia e forma muitos comerciantes.

O termo “mascate” vem de "cidade da Arábia", de onde vieram árabes para o Brasil, a partir do início do século XVII, que exerceram a atividade de comércio.

No Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, a mascateação introduziu o comércio popular, com alta rotatividade de produtos, enorme quantidade de mercadorias vendidas, promoções e liquidações. Assim, ao longo dos anos, formou-se uma zona comercial de grande porte no centro da cidade, famosa por seus produtos baratos e de qualidade, o SAARA, sigla da Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega.

Cabe ressaltar que os libaneses que vieram para o Brasil não buscavam as fábricas ou as propriedades agrícolas. Dedicaram-se ao comércio e às pequenas indústrias. Quando aqui chegaram, encontraram mascates portugueses e italianos que vieram antes deles. Entretanto, a mascataria se tornou uma marca registrada da imigração árabe.

Assim, o SAARA se firmou como uma verdadeira ilha árabe no centro do Rio de Janeiro. Lá os imigrantes sírios e libaneses encontraram um ambiente perfeito para se estabilizarem. Suas lojas são semelhantes a bazares árabes, com imensa variedade de mercadorias e o uso de técnicas populares de venda, ambiente realçado pelo aroma típico de suas comidas e temperos.

Em 18 de novembro de 1991, para marcar os 50 anos da Federação do Comércio Atacadista no Estado do Rio de Janeiro, a Confederação Nacional do Comércio ofereceu à cidade uma escultura que reproduz, em grande escala, o troféu “O Mascate”, esculpido originalmente em 1964 por Honório Peçanha para que a CNC pudesse homenagear os destaques da área. Ampliada e fundida em bronze pelo Atelier Mestre Liboredo, a obra está, desde então, no SAARA.

A escultura eterniza a típica figura do mascate: um homem que carrega cortes de tecidos em seu braço direito, enquanto sua mão esquerda abre um baú repleto de mercadorias. A imagem expressa uma das figuras que João do Rio propagou tão bem:

“Por onde passa o exército, chega a barbárie.
Por onde passa o comércio, chega a cultura.
O mascate leva, nas suas costas, os livros, as gravuras, os pigmentos para a pintura, papel e tinta, os remédios e as notícias do mundo e dos vizinhos.
Nosso mascate se alonga além das fronteiras de Laranjeiras, da Cidade Velha e percorre todos os caminhos".

Veja a ficha cadastral:
http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&iiCOD=158&iMONU=O%20Mascate%20do%20Saara

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Pedro Bruno e suas obras em Paquetá.

Paquetá é uma ilha, no meio da Baía da Guanabara, tombada pelo IPHAN, Instituto Patrimônio Histórico Artístico Nacional,cujo acesso se dá por meio de barcas que saem da Praça XV, no centro da Cidade do Rio de Janeiro. As obras lá deixadas pelo pintor Pedro Bruno são tombadas pelo Município desde 1999. Ao desembarcar na ilha, é a Praça Pedro Bruno que recebe os visitantes, numa grande confusão e algazarra.

É na praça que charreteiros oferecem passeios pela ilha, rapazes nas suas ecos-bikes aguardam passageiros, o motorista de um trenzinho chama a atenção com um sino, parentes dos passageiros aguardam seus conhecidos com suas bicicletas, além daqueles que gritam distribuindo propaganda de restaurantes e hospedarias. Em quinze minutos todos se afastam da praça deixando o local, que fica aguardando nova movimentação na próxima barca.

Contudo a presença de Pedro Bruno permanece ali imortalizada, em busto, desde 14 de novembro de 1948, como a personalidade mais influente da história de Paquetá.

                                                     

Foi ele quem mais atuou na ilha, como escultor, projetista e paisagista, criando a atmosfera de Paquetá, até hoje preservada.

Pedro Bruno, desde a infância, demonstrou sensibilidade artística. Gostava de poesia, música e canto lírico, desenho, pintura e escultura. Foi discípulo de Castagneto, pintor italiano que residiu em Paquetá e aprendeu com este a pintar, nas lindas manhãs. Amava tanto a Ilha de Paquetá que a ela dedicou, fascinado pela natureza exuberante do lugar, suas lendas e seus costumes.

Cursou a antiga Escola Nacional de Belas Artes, concorreu em diversos Salões, recebeu medalha de bronze em 1912, medalha de prata em 1913, viagem ao exterior em 1919, grande medalha de ouro em 1925 e medalha de honra em 1943. Aperfeiçoou-se na Itália. Freqüentou a Bristish School of Arts Inglaterra,tendo ali lecionou as técnicas de Modelo Vivo. Sua pintura pode ser inserida ao realismo do início do século XX. Trata-se de um pintor internacionalmente respeitado até hoje, pela qualidade de suas cento e quarenta obras em óleo sobre tela.

Em Paquetá realizou diversos trabalhos principalmente utilitários para os que visitam a ilha. Fez o projeto e os elementos decorativos na praça em frente a estação das barcas: vários bancos de concreto com figuras de peixes, para esperar comodamente pela embarcação; pequenos pergolados de vegetação, para embelezar o espaço e amenizar a temperatura e uma cisterna com bebedouros para o uso da população.



                                                   

A cisterna é uma construção retangular, tendo de dois lados duas bacias de pedra e nas outras duas ânforas, adornando o conjunto, representando que ali tem-se água reservada. Acima das bacias, fez painéis em argamassa, em alto relevo, representando cenas artísticas do escultor grego Fídias.

                                          

                                           

No prolongamento dessa praça, criou um belvedere sobre o mar, com a mesma composição, bancos e pergolados, estimulando a atmosfera de contemplação da Baía.



Em frente a esse belvedere, numa outra praça posteriormente construída, a de Bom Jesus, criou outro conjunto utilitário composto de bebedouro, desta vez marcando os dois representantes da Ilha, os pássaros e os peixes, aqui reunidos em um só. De cada um jorrava água em uma anfôra.

                                               


Adiante, marcou a presença de D.João VI na ilha, com um pequeno canhão; a arte de Paquetá, em especial a música, com a figura de Beethoven e no final do contorno do trecho da Baía, o Parque dos Tamoios, que remete aos primeiros moradores da ilha.

                                               

Nesse parque escreveu num grande bloco de pedra o nome do espaço, criou dois pergolados para emoldurar o monumento a Carlos Gomes,em homenagem ao músico brasileiro.

                                            





Na Praia Jose Bonifácio deixou várias homenagens: aos pescadores da ilha, ao artista Hermes Fontes; repetiu o bebedouro da Praça Bom Jesus e orientou sobre os cuidados que os pássaros e as árvores exigem.

                                         


                                         


Na Praia da Moreninha criou outro recanto aconchegante, em homenagem a Joaquim Manuel de Macedo, o romancista de "A Moreninha", para identificar o local.

                                         

Homenageou figuras importantes da ilha, em bloco de pedra com letras de bronze, como o Dr. Aristão, o pintor Castagneto, entre outros.

Sua atuação passou dos limites do espaço público, realizou o planejamento artístico e paisagístico do Cemitério dos Passarinhos, além das pinturas na Capela do Cemitério, o de Jesus Cristo no Calvário e o de São Francisco de Assis Falando aos Pássaros; fez a escultura de um vaso marajoara no muro do Hotel Paquetá; a decoração da praça e da Capela de São Roque, onde ao fundo do Altar-Mór está um quadro de sua autoria, representando o Santo Milagroso; fez os jardins da casa onde morava e realizou o plantio de centenas de árvores na ilha, principalmente os flamboyants vermelhos e as acácias rosas.

Assim o Mestre, com uma arte singela, contou a história de Paquetá.

Veja a ficha cadastral:
http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/index.asp?iMENU=catalogo&iiCOD=1156&iMONU=Pedro%20Bruno