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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Chafariz monumental do jardim do Monroe

Sua historia se inicia em 1873, quando por determinação do Imperador, que era um entusiasta pelas artes e tecnologia, preparou a ida de uma delegação a Exposição de Viena em 1873, para a compra de chafarizes monumentais para a Cidade do Rio de Janeiro. Fundido em 1861, somente chegou ao Rio de Janeiro em 1878 e instalado na Praça XV de Novembro. 

Anos depois o prefeito Passos colocou, nos socos de pedra da escadaria, golfinhos de bronze, o que de forma alguma formava o conjunto; mas, em começo de 1924, as peças foram retirados pelo Dr. A. Baptista Ramos Bittencourt, engenheiro chefe do 6º distrito da repartição das Águas e Esgotos, e instalados no “Açude do Morro do Inglês” (Águas Férreas). Na administração Prado Junior foram colocados quatro grupos em mármore nos socos onde estiveram os golfinhos; estes grupos de mármore, reunidos 3 a 3, são cópias dos executados por Van Cléve, Lespingola, Poutier e Gros, do jardim de Versailles, que foram adquiridas pela Prefeitura da familia Guinle.

A Prefeitura, em 1928, requisitou ao Ministério da Viação os chafarizes da praça 11 de Junho ( de Grandjean de Montiny), do Largo do Paço ( o de Mestre Valentim)  e esse de ferro da praça 15 de Novembro, que faziam parte do Patrimônio Nacional para o Municipal. Depois de muita relutância, fez-se a transferência, mas lavrou-se o seguinte termo: “De não serem removidos, nem modificados em sua arquitetura por serem considerados relíquias da cidade”. Tudo isso devido ao zelo e carinho com que o engenheiro chefe do 6º distrito da repartição de Águas e Esgotos, citado acima.



O chafariz Monumental


O cenário da Praça XV  mudou  quando  surgiu o Elevado da Perimetral, quando sinônimo de crescimento era a construção de viadutos. Essa obra começou no governo do prefeito Negrão de Lima, impulsionado pelo  transito de veículos na cidade e pelas transformações com o  aparecimento dos arranha-céus. 

Em 1958 inicia-se a  construção da primeira etapa do elevado da Perimetral, entre o Aeroporto Santos Dumont e a Candelária, que cruzava a Praça XV de Novembro.  


A perspectiva da época, era aumentar a circulação de veículos automotivos na Cidade.  Esse primeiro trecho  vitimou outra vez a memória edificada da cidade, acabando com várias pequenas ruas ao redor do Museu Histórico Nacional.
O paisagismo da Praça XV  passa a sofrer com a  proximidade da obra de construção do viaduto. O chafariz de ferro e o coreto que exigiam grandes espaços, perderam a ambiência e foram abandonados, primeiro com a falta de uma proteção d suas delicadas peças de ferro fundido, gnaisse e mármore e depois dos equipamentos
1959 

Com o trecho do viaduto inaugurado em 1960, surge a proposta de desmontado e guarda-lo ao depósito público, porem  optou-se pela transferência do chafariz para a Praça da Bandeira, o que foi concretizado em   1962, apos as obras de urbanização da Avenida Radial Oeste.

 
                                                                                                                           Praça da Bandeira 1965

Por conta de outra intervenção urbana, a implantação do metro da Cidade, o elegante Palácio Monroe na Cinelândia, foi demolido. Construído e projetado para ser o pavilhão do Brasil na Exposição Mundial de St Louis, USA, de 1904, foi desmontado e remontado no Rio de Janeiro em 1906. 

Alegando que o palácio atrapalhava as obras e por não combinar com a modernidade do Museu de Arte moderna e o Monumento aos Mortos, o belíssimo prédio do período eclético foi abaixo deixando um grande vazio urbano. Até hoje a demolição do palácio causa dor entre os cariocas por conta das alegações apresentadas na época, infundadas e obscuras. 



Apos essas intervenções o chafariz foi novamente desmontado, desta feita para seu deslocamento para o grande espaço vazio deixado com a demolição do Palácio Monroe, por iniciativa do Eng. Marcos Tamoio

 1978

É inaugurado nesse novo espaço em dezembro de 1979 na administração do Prefeito Israel Klabin

A crescente demanda de veículos no centro da Cidade do Rio de Janeiro, associada as dificuldades de transporte e estacionamento, provocaram a procura dos espaços livres, para a locação de vagas de veiculos.  No final do anos 90 do seculo XX, projetos de garagens subterrâneas foram  desenvolvidos pela Prefeitura.  Em 1998 o projeto de uma garagem na área do antigo prédio do palácio Monroe é aprovado e novamente o chafariz é desmontado no ano de 2002.

Nesse momento com o chafariz tombado pelo IPHAN (Instituto de Patrimonio Historico Artisitco Nacional),  desde 1990 e pelo Município em 1988, apos as obras é  remontado no mesmo local, com as restaurações necessárias, para a sua preservação.