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domingo, 14 de maio de 2017

As homenagens às mães na cidade.

As esculturas que homenageiam a Mãe cativam as pessoas em todos os locais do mundo. A representação da figura feminina com uma criança no colo, desde as representações religiosas, formam criações artísticas, com os estilos de cada época, e difundem a expressão do amor e do afeto.

São poucos os monumentos que homenageiam mulheres como personalidades no Rio de Janeiro, mas as obras que representam a mulher como mãe –excluindo as de caráter religioso – são em número expressivo.

A primeira escultura pública com essa temática na cidade é de 1943, de autoria de Celso Antônio. Foi instalada na Praia de Botafogo em 1952, apesar de ter sido criada para ornar o prédio do Palácio Capanema. 

A “Maternidade” tem estilo moderno e apresenta a mulher semideitada com uma criança no colo dormindo. Sua fisionomia mestiça, com um suave sorriso e um olhar meigo direcionado à criança, expressa o afeto.

 

A escultura “Mãe”, instalada no bairro de Madureira em 1968, é outra obra inspirada na relação de afeto materno. Doada à cidade pela Associação Comercial de Madureira, nas comemorações do Dia das Mães daquele ano, permanece em exposição pública, enaltecendo a data.


Outra obra que expressa o mesmo afeto chama-se “Amor Materno”, de João Jacó Paraná. Está instalada em frente ao Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, na Praia de Botafogo. Foi inaugurada em 1971. 

 
Foto Jaime Acioli

Na escultura de Romeu Alves, “Maternidade”, de 1979, mãe e filho estão entrelaçados, numa representação de envolvimento e ligação. Situada no Parque da Catacumba, a peça pertence ao conjunto das obras públicas contemporâneas da cidade.

 

Finalmente, nos anos 1990, foi instalada a escultura naïf da “Mãe Preta” no bairro de Inhoaíba, representando a Tia Maria Quirina, figura típica do período de escravidão brasileira, conhecida como a Tia Maria do Sul de Minas, a escrava cortadeira de cana, que veio para o Rio de Janeiro para ser ama de leite. Nessa singela escultura, a criança está sentada no colo, protegida.

 


A homenagem mais curiosa foi realizada em 1955, provavelmente de caráter temporário.Para o evento do dia das mães, foi criado um monumento e um cartão onde na face frontal havia o desenho do monumento e no verso um texto que informava  como homenagear a mãe.  

 

Na frente do monumento havia um local para depositar o cartão para posteriormente ser enviado a mãe que morasse distante. Para as mães falecidas havia um local para depositar flores, que seriam colocadas em túmulos sem o nome nos cemitérios da cidade.

O idealizador foi Alfredo Pessoa, Diretor da Secretaria de Turismo da Prefeitura na época. O  monumento teve grande visitação no dia dedicado a mãe na Praça Marechal Floriano, Cinelândia.


 
Arquivo Nacional