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domingo, 1 de julho de 2012

São Pedro do Mar – Baia de Guanabara

No dia 29 de junho se comemora o dia de São Pedro. O santo é homenageado nas populares festas juninas, assim como Santo Antônio e São João. Contudo, somente São Pedro é reverenciado pela cidade do Rio de Janeiro com uma imagem sua em espaço público, localizada no bairro da Urca. Conhecido como guardião das portas do céu e protetor dos pescadores, o santo é anualmente homenageado na cidade com festejos e procissões marítimas.

A ideia de se implantar na Baía de Guanabara a imagem de São Pedro surgiu em uma dessas comemorações, na festa promovida pelos pescadores de Jurujuba, em Niterói, que tradicionalmente promovem a procissão marítima mais importante do estado. Em alguns anos, essas procissões chegam à Urca, onde os peregrinos atiram flores à imagem.


A escultura foi instalada em frente à Igreja de Nossa Senhora do Brasil, em uma pequena pedra nas proximidades ao Iate Clube do Rio de Janeiro, de onde se tem uma bela visão da baía.

A imagem foi inaugurada em 5 de julho de  1959, tendo sido elaborada pelo escultor Edgar Duvivier. É uma peça em bronze, de linha moderna, com 2,30m de altura. São Pedro aponta com as mãos as direções do céu e do mar.



Não disponho do histórico da inauguração; contudo, em pesquisa sobre essa imagem, encontrei uma matéria de jornal “O Globo”, de 29 de Junho de 1993, que relata o desaparecimento da escultura nos dias anteriores, presumivelmente derrubada por um barco. Passados alguns dias, a estátua reapareceu na areia, de modo que algumas pessoas chegaram a pensar em milagre, mas o mistério logo foi desvendado. No dia seguinte ao seu desaparecimento, mergulhadores a resgataram no fundo do mar e, como era noite, deixaram-na na areia.


Outro caso de desaparecimento da imagem de São Pedro aconteceu 15 anos depois, em 21 de setembro de 2008, um domingo. Moradores da Urca testemunharam a retirada da estátua por volta das 17h30, à luz do dia, por aproximadamente cinco homens, sem o devido cuidado, dando a impressão de que a estavam subtraindo. Na verdade, como a peça estava solta, os pescadores resolveram protegê-la mais uma vez, antes que caísse no mar, levando-a na ocasião ao Iate Clube, para a devida restauração.


Pedro, antes de se tornar um dos discípulos de Cristo, era chamado de Simão e trabalhava como pescador. Nasceu em Betsaida. Era filho de João e irmão de André, que também se tornou apóstolo de Jesus. Eram “empresários” da pesca e tinham uma frota de barcos, em sociedade com Tiago.

Segundo o episódio chamado de Pesca Milagrosa, relatado em Lucas 5:1-11, Pedro teria conhecido Jesus quando este lhe pediu permissão para pregar em uma das suas barcas. Pedro, que estava com Tiago e João, concedeu-lhe o lugar na barca. Ao fim da pregação, Jesus lhes disse que fossem pescar de novo, com as redes em águas mais profundas. Pedro, então, respondeu que já haviam tentado isso à noite, sem nenhum sucesso. Jesus insistiu e os orientou a persistir, no que foi atendido. O resultado surpreendeu Simão, que teve uma pescaria de grande monta. A partir de então, Simão passou a ser Pedro, o pescador dos homens, seguindo Jesus.

O dia 29 de junho, antigo dia da festa de Rômulo e Remo, considerados pais de Roma, foi escolhido como o dia para a festa de São Pedro e São Paulo.





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