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domingo, 4 de março de 2012

O monumento aos heróis de Laguna e Dourados, na Praia Vermelha



                                                   
Com quinze (15) metros de altura, o Monumento aos Heróis de Laguna e Dourados, na Praia Vermelha, é um dos conjuntos esculturais mais imponentes da cidade do Rio de Janeiro. Trata-se de uma homenagem aos soldados que morreram em luta pelo território brasileiro. As derrotas nas batalhas de Laguna e de Dourados foram os episódios mais trágicos do nosso Exército, onde se evidenciou o heroísmo, o patriotismo e a resistência daqueles brasileiros.

 

A retirada de Laguna foi um episódio da Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870), imortalizado na literatura pela pena de um de seus protagonistas, o futuro visconde de Taunay. Após a apreensão da Canhoneira Amambaí da Marinha do Brasil, no rio Paraguai, e da invasão da então Província do Mato Grosso pelas forças do Exército Paraguaio em dezembro de 1864, declarada a guerra, uma das primeiras reações brasileiras foi a de enviar um contingente militar terrestre para combater os invasores.

A história dos heróis de Laguna começou quando o governo imperial decidiu expulsar os paraguaios que haviam invadido a província. Assim, o exército brasileiro percorreu, em dois anos, 2.112km a pé, saindo do Rio de Janeiro até o atual estado de Mato Grosso. Em 18 de julho de 1865, os 3 mil homens chegaram às margens do rio Parnaíba. Sob as ordens do coronel Carlos de Morais Camisão, eles marcharam até Nioaque e, de lá, até a fazenda Jardim, às margens do rio Miranda, de propriedade de Francisco José Lopes. O fazendeiro ofereceu-se como guia para o exército e doou seus bois para alimentá-los.

Em 7 de maio de 1867, a coluna do coronel Camisão, então com 1.680 homens, atacou fortemente o exército paraguaio em Laguna, Paraguai. Apesar dos sucessos iniciais, a falta de provisões fez a tropa brasileira recuar, sendo vítima de doenças e fome. Com isso, o coronel Camisão decidiu pela retirada de Laguna.

Já os heróis de Dourados foram 16 homens que, em 28 de dezembro de 1864, como integrantes do destacamento do tenente Antônio João, resistiram bravamente à investida de 300 paraguaios que os atacaram na colônia militar em Mato Grosso. Tendo recusado a rendição, os brasileiros morreram lutando, até o último homem.

Para lembrar esses dois episódios, o Exército mandou realizar um concurso público em 1918, com o objetivo de elaborar o projeto de um monumento. Realizado o concurso em 1920, venceu a projeto do escultor Antonino Pinto de Matos. Esse projeto ficou guardado por 15 anos, sendo concretizado somente em novembro de 1935.

O monumento destaca os três grandes heróis.


O tenente Antônio João, representado no momento em que foi baleado.


A figura do Guia Lopes, pensativo, encurvado, apoiando o queixo no dorso da mão esquerda.


O Coronel Camisão, com a fisionomia de decisão. Em uma das mãos, a espada; na outra, o mapa de campanha.

Atrás das figuras principais das batalhas, aparecem três painéis que mostram a saga dos soldados.

O primeiro painel, descrito como “Salvamento dos canhões”, aparece as juntas de bois, cansados, puxando as carretas, com a ajuda dos soldados, seminus.


O segundo painel, “Transporte dos coléricos”, onde as figuras apresentam os soldados extenuados, carregando aos ombros, em padiolas os doentes.


O terceiro, “A marcha forçada”,aparece o comandante a frente da coluna, tendo à mão esquerda um papel e o braço direito estendido em atitude resoluta, indicando aos soldados o caminho a seguir.

                                         
O monumento é um mausoléu, cuja base forma uma circunferência de 53m. No subsolo há esculturas em bronze no tamanho real dos heróis brasileiros, além de painéis das batalhas travadas, tendo no topo a figura em bronze da Glória. No mausoléu, estão as cinzas de tenente Antônio João, major Drago, coronel Carlos de Morais Camisão, guia Lopes e outros heróis.

Dando acesso ao recinto do mausoléu, há uma porta em bronze, representação de um velho soldado de infantaria do Império, sobre uma cruz latina, de autoria de Calmon Barreto.


Monta guarda no sarcófago um lanceiro de bronze em tamanho natural, com indumentária e armamento da época, de Hildegardo Leão Veloso.

  
                                     

Na grande coluna de granito que enobrece o monumento, estão três esculturas em bronze que se projetam para frente, representando os símbolos da pátria, da espada e da história. No final da coluna, de seis (6) metros de altura, fica uma outra estátua em bronze, figura de mulher alada, representando a Glória.

 Pátria
           Espada

 História

 A Glória
                                         



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