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quarta-feira, 7 de março de 2012

As mulheres homenageadas na cidade do Rio de Janeiro

Na cidade do Rio de Janeiro, apenas dezenove (19) mulheres foram homenageadas com monumentos públicos, sendo que três deles desapareceram.

O primeiro a ser erguido não aconteceu por uma subscrição popular, nem por uma iniciativa de uma instituição civil, mas pelo trabalho individual da filha da homenageada, uma artista plástica que esculpiu um busto em memória de sua mãe: em 1935, foi inaugurado no Passeio Público o belo monumento a Júlia Lopes de Almeida, um ano após sua morte, executado por Margarida Lopes para ficar ao lado de Mestre Valentim (1913), Vitor Meirelles (1925), Ferreira Araújo (1912), Olegário Mariano (1889), Alberto Nepomuceno (1910), Olavo Bilac (1935), Gonçalves Dias (1901), Francisco Braga (1930) e Castro Alves (1913).

A escritora Júlia Lopes de Almeida nasceu no Rio de Janeiro a 24 de setembro de 1862 e morreu a 30 de maio de 1934. Era filha dos viscondes de São Valentim e esposa do poeta lusitano Filito de Almeida. Foi educadora familiar, jornalista, romancista e contista. De sua bibliografia, pode-se destacar “Traços e Iluminarias”, “História de Nossa Terra” e “Quem Não Perdoa”, drama representado no Teatro Municipal. Júlia se dedicou a escrever, em linguagem simples a correta, livros para as crianças brasileiras, porque observava que elas ainda não contavam com uma literatura apropriada e puramente nacional. Sua índole feminina, dotada de grande sensibilidade e compreensão, inspirou-a como educadora a escrever, entre outros títulos, “Livro das Noivas”, “Livro das Damas e Donzelas” e “Correio da Roça”. Em 2004, o busto criado em sua homenagem foi furtado do Passeio Público.

O segundo busto em homenagem a uma mulher no Rio de Janeiro foi o da compositora Chiquinha Gonzaga, também instalado no Passeio Público, em 17 de outubro de 1942, dia de seu natalício, sete anos após sua morte. Nessa obra de Honório Peçanha, um dos mais belos retratos em bronze da cidade, Chiquinha está elegante e delicada. A Sociedade Cultural da Memória de Chiquinha Gonzaga e o Centro Carioca realizaram essa homenagem com toda a pompa que cabia a Chiquinha, com discurso e festejos.


                                                

Em 1949, foi a vez de Filomena Del Cima ser homenageada com um monumento, de autoria de Miguel Pastor. Portuguesa nascida em 25 de abril de 1891, ela foi a esposa de Ítalo Del Cima, comerciante próspero da Zona Oeste que doou o terreno para a construção do Estádio de Futebol do Campo Grande. Foi também ele quem construiu a igreja de Santa Filomena. O monumento em sua memória foi erguido próximo ao Estádio do Campo Grande, cinco anos após a sua morte no Rio de Janeiro em 1º de maio de 1944. A iniciativa foi dos familiares. Mas a efígie que a retratava foi removida, perdendo a fisionomia na história.



A homenagem pública a Ana Néri foi inicialmente determinada por uma resolução formulada na Terceira Conferência Interamericana das Sociedades da Cruz Vermelha, realizada no Rio de Janeiro em 1935, como reconhecimento à enfermeira brasileira. Contudo, o monumento só foi inaugurado 19 anos depois, no dia 29 dezembro de 1956, na Praça Cruz Vermelha, em frente ao prédio da Cruz Vermelha. Na obra de Luiz Ferrer, em tamanho natural, Ana Néri está com vestes típicas da época, sobre um pedestal em granito escalonado. No embasamento, baixos-relevos lembram a ação da enfermeira durante a Guerra do Paraguai.

Ana Néri foi primeira profissional a se dedicar à enfermagem no Brasil, servindo como voluntária na guerra. Nasceu na vila de Cachoeira de Paraguaçu, na Bahia. Viúva do capitão-de-fragata Isidoro Antônio Néri, ela não se conformou em ver os três filhos e mais dois irmãos serem convocados à Guerra do Paraguai. Decidiu, então, escrever ao presidente da província uma carta na qual ofereceu seus serviços como enfermeira durante todo o tempo que durasse o conflito. Assim, em 1865, ela foi auxiliar o corpo de saúde do Exército. Na capital paraguaia, então ocupada e sitiada pelo Exército Brasileiro, Ana montou uma enfermaria-modelo, utilizando recursos financeiros pessoais, herdados da família. Ana Néri voltou ao Brasil em 1870, recebendo várias homenagens, além de uma pensão vitalícia, concedida pelo imperador D. Pedro II, usada para criar e educar quatro órfãos recolhidos no Paraguai. Em 2009, por intermédio da Lei n.º 12.105, de 2 de dezembro de 2009, Anna Justina Ferreira Nery entrou no livro dos Heróis da Pátria.

                                                               

Em 1958, por solicitação à Prefeitura, a Sociedade dos Artistas Livres Brasileiros criou uma galeria de bustos de artistas nacionais, o Jardim dos Artistas, na Praça Paris. O primeiro busto a ser inaugurado ali, em 1958, foi o da cantora lírica Carmem Gomes, seguida pelos bustos de Afonso Celso Clóvis Beviláqua e Vera Janacópulos e pela efígie de Reis e Silva.

Carmem Gomes iniciou seus estudos especializados na Escola Nacional de Música, onde ingressou com o primeiro lugar. Em 1934, cantou a “Maria Tudor”, de Carlos Gomes, na solenidade de reinauguração do Teatro Municipal. Em 1935, participou da embaixada artística que acompanhou o presidente Getúlio Vargas à Argentina. Foi a primeira soprano na interpretação de Ceci, na ópera “O Guarani”, cantando em português com Reis e Silva. Em 1944, prestou concurso para catedrática de Declamação Lírica, na Escola Nacional de Música, alcançando o grau máximo em todas as matérias. Em 1955, foi eleita membro da Comissão Artística e Cultural do Teatro Municipal. Carmem Gomes foi cantora de talento, soprano de rara sensibilidade.



Vera Janacópulos foi uma importante intérprete de câmara. Cantou pela primeira vez em 1914, em um concerto do barítono brasileiro Carlos Carvalho. Durante a Primeira Guerra, apresentou-se em concertos de caridade. Em 1940, já fazia apresentações pela Europa, América e Oceania. A partir de então, dedicou-se ao o magistério artístico. Seu busto foi executado por sua irmã, Adriana Janacópulos. 




Em 1955, três dias após a morte de Carmen Miranda, foi solicitada à Câmara de Vereadores que fosse dado o seu nome à Travessa do Comércio, por ali ter residido a famosa cantora popular. Contudo, não houve concordância do legislativo e a homenagem a Carmen Miranda foi para uma rua no bairro de Jardim Guanabara, na Ilha do Governador. Mais tarde, em 1960, através da loja O Rei da Voz, que pertencia ao empresário Abraham Medina, foi doado à cidade do Rio de Janeiro o busto em homenagem a Carmen Miranda. Assim, no dia 20 de setembro, o monumento, de autoria Mateus Fernandes, foi inaugurado, retratando a cantora com uma bata de baiana cheia de babados e colares e com um turbante na cabeça, no Largo da Carioca, próximo ao antigo Tabuleiro da Baiana. Com as obras do Metrô do Rio de Janeiro, em 1979, o busto foi removido e transferido para a praça da Rua Carmen Miranda, na Ilha do Governador. 




Cantora e atriz brasileira de origem portuguesa, Carmen Miranda nasceu em 9 de fevereiro de 1909 e faleceu em 5 de agosto de 1955. Por 15 anos, fez sucesso nos Estados Unidos, especialmente em Hollywood. Seu primeiro disco foi lançado em 1930, marcado pelo êxito da música “Taí”. Na década de 1930, suas gravações fizeram sucesso nos carnavais. Atuou no cinema brasileiro, estrelando cinco filmes. No último deles, “Banana da Terra” (1938), apareceu pela primeira vez vestida de baiana para cantar “O Que É Que a Baiana Tem?”, música e imagem que se tornaram suas marcas. Carmen estreou em um musical da Broadway em 1941, quando assinou contrato para atuar em Hollywood também. Trabalhou no filme “Uma Noite no Rio” (1941) e em mais 12 produções norte-americanas, sendo consagrada internacionalmente.

Outra homenageada pelo Rio de Janeiro foi Ana Amélia de Carneiro de Mendonça, cuja estátua, criada por Jaime Sampaio, foi inaugurada em 13 de agosto de 1972, na praça que leva o seu nome, no ano seguinte ao seu falecimento e na semana em que se comemoraria o seu 76º aniversário. A iniciativa foi do Instituto Histórico e Geográfico, através de seu marido, Marcos Carneiro de Mendonça, membro daquela instituição. Poeta e tradutora, Ana Amélia teve seus poemas e crônicas publicados em diversos jornais do país. Participou da criação da maternidade Pró-Matre, da Casa do Estudante do Brasil e da Associação Brasileira de Estudantes. Foi a primeira mulher membro de um tribunal eleitoral no país. Apesar de desaparecido desde 1986, e sem qualquer registro fotográfico conhecido, o monumento é citado em diversas publicações.

A próxima mulher desta relação é Clarisse Lage Índio do Brasil, homenageada em 1992 com uma obra do escultor Cunha Melo. Nascida no Rio de Janeiro em 1869, filha do comendador Antônio Mateus Lage, ela passou a vida fazendo caridade, sempre no anonimato, o que lhe rendeu o reconhecimento com uma cruz de ouro deferida pelo papa Benedito XV. Clarisse morreu em 1919, pelas mãos de um criminoso sanguinário, na esquina da Avenida Rio Branco com as ruas do Ouvidor e Miguel Couto. Passados 73 anos de sua morte, Clarisse foi homenageada em praça pública.




O monumento à Imperatriz Leopoldina foi uma iniciativa do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, que reverenciou vultos expressivos da trajetória do país no ano de comemoração dos 200 anos do nascimento da primeira imperatriz, esposa do príncipe D. Pedro. No dia 18 de março de 1997, na Quinta da Boa Vista, o monumento foi inaugurado com todas as honras e discursos. Criada pelo escultor Edgar Duvivier, a estátua reproduz a figura de D. Leopoldina acompanhada de seus filhos: a primogênita, D. Maria da Glória, que viria a ser rainha de Portugal, e o caçula, no colo, aquele que sucederia seu pai como imperador D. Pedro II.




Maria Leopoldina Josefa Carolina, filha de Francisco I da Áustria e de dona Maria Isabel de Bourbon, nasceu em uma das mais poderosas cortes europeias da época. Cunhada de Napoleão Bonaparte, foi prometida pelo pai em casamento ao herdeiro do trono do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve, Dom Pedro I. Casou-se por procuração e chegou ao Brasil em 1817. Leopoldina se adaptou à nova terra e aos costumes locais e passou a ser simpatizante do projeto de libertar a colônia de Portugal. Em dezembro de 1822, tornou-se imperatriz, na cerimônia de coroação e sagração de D Pedro I.

A homenagem a Maria Augusta, na Avenida Pepe Lopes, foi uma iniciativa de seus familiares. Ela foi a primeira comerciante de quiosque da Barra da Tijuca. O monumento em sua memória, criado pela artista plástica Mazeredo, foi doado à prefeitura do Rio de Janeiro e inaugurado em 23 de setembro de 2000.



Outra mulher homenageada foi Zuzu Angel, como era conhecida a estilista brasileira Zuleika Angel Jones, mãe do militante político Stuart Edgard Angel Jones e da jornalista Hildegard Angel. Zuzu foi uma pioneira na moda brasileira, tendo feito sucesso com seu estilo em todo o mundo, principalmente nos Estados Unidos. Nos anos 1970, seu filho Stuart, ativista comunista, foi preso e morto pela ditadura militar. O corpo de Stuart nunca foi encontrado. A partir daí, Zuzu entraria em uma guerra contra o regime pela recuperação do corpo de seu filho, envolvendo até os EUA, país natal de seu ex-marido e pai de Stuart. Essa luta só terminou com sua morte, ocorrida na madrugada de 14 de abril de 1976, em um suposto acidente de carro na Estrada da Gávea, à saída do Túnel Dois Irmãos, no Rio de Janeiro, em circunstâncias mal esclarecidas. Uma semana antes de sua morte, Zuzu deixara na casa do cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda um documento que deveria ser publicado caso algo lhe acontecesse, em que escreveu: “Se eu aparecer morta, por acidente ou outro meio, terá sido obra dos assassinos do meu amado filho.”

No dia 25 de março de 1998, a Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, no processo de número 237/96, reconheceu que a morte de Zuzu foi desdobramento da morte de seu filho. Vinte dias depois, em 15 de abril, a Prefeitura recebeu a doação de um monumento da artista plástica Mazeredo, por iniciativa de sua filha, Hildegard Angel, e amigos, instalado na saída do Túnel Dois Irmãos, a 200m do local onde Zuzu faleceu. A obra mostra uma figura feminina esbelta, de formas lisas e estilizadas. No pedestal, aparece uma efígie, configurando uma medalha que a artista já havia cunhado seis meses antes para o Instituto de Moda Zuzu Angel.

                                                                      


Cleyde Prado Maia é a unica homenageada com um símbolo, uma pomba inspirada na "Pomba da Paz" de Picasso.  Trata-se da mãe da adolescente Gabriela Prado Maia, que morreu em 2003, cuja última imagem fotografada lembra o gesto de uma pomba. A jovem foi vítima de uma bala perdida, durante um tiroteio entre policiais e assaltantes do Metrô, na estação de São Francisco Xavier, onde morava. Cleyde criou um movimento na cidade " Gabriela Sou da Paz",  na luta contra a impunidade e a violência urbana no Rio.




Outro monumento a uma grande mulher é a homenagem a Sara Kubitscheck, iniciativa da Associação Cultural Sara Kubitscheck, para a comemoração da adoção da praça que tem o seu nome pela entidade, em Copacabana. Foi inaugurado no dia 27 de junho de 1999, na mesma praça. A obra também é da escultora Mazeredo.

Sara Kubitschek foi casada com o presidente Juscelino Kubitschek. A partir daí, sua vida se confunde com a carreira política do marido. Sara realizou notável obra assistencial em Minas Gerais, incluindo a fundação de escolas, creches e distribuição de roupas, alimentos, cadeiras de rodas e aparelhos mecânicos para deficientes físicos. No Rio de Janeiro, ela criou a Organização das Pioneiras Sociais, fundando escolas pelo interior, criando hospitais altamente especializados, como o Centro de Pesquisa Luiza Gomes de Lemos, no Rio de Janeiro, dedicado ao tratamento de câncer da mulher. Fundou o Hospital Júlia Kubitschek, um dos maiores da capital mineira, também em Brasília. Criou hospitais-volantes, distribuídos pela maioria dos estados, equipados para atendimento médico e odontológico, e levou à Amazônia os hospitais flutuantes.


                                           

Na década de 1960, existiu um monumento em memória à princesa Isabel, redentora dos escravos do Brasil, na avenida que a homenageia, no Leme. Junto com a estátua do Visconde do Rio Branco, eram assim eternizados, em uma única via pública, os dois maiores responsáveis pela emancipação dos negros no país. Entretanto, na década de 1970, por causa de uma obra, foi demolida a estátua da princesa. Atendendo aos rogos dos moradores locais, no dia 13 de maio de 2003, foi inaugurada uma nova estátua, de autoria de Edgar Duvivier.


                                           


Em 2000, a mãe de Ana Carolina da Costa Lino teve a iniciativa de instalar um monumento em homenagem a sua filha, próximo ao local onde ela foi vítima de um assalto que resultou em sua morte. Em 2001, o monumento de autoria de Mazeredo foi inaugurado. Ana Carolina, nascida em 1979, tinha 18 anos quando, ao voltar de seu sítio em Itaipava, acompanhada de uma prima, no dia 14 de abril de 1998, foi assaltada e baleada ao parar o carro no sinal de tráfego do cruzamento da Rua das Laranjeiras com a Pinheiro Machado, vindo a falecer dias depois devido à gravidade de seus ferimentos.



Em 29 de novembro de 2008, foi inaugurado o busto da imperatriz Teresa Cristina, de autoria de José Luiz Ribeiro, na Praça Itália, próximo ao Consulado da Itália, na esquina das avenidas Beira-Mar e Presidente Antônio Carlos, produto de parceria entre a prefeitura do Rio e o consulado, em face das comemorações pelos 200 anos da vinda da família real portuguesa ao Brasil. Dona Teresa Cristina, nascida em Nápoles (Itália) a 14 de março de 1822, foi a terceira e última imperatriz do Brasil. Esposa do imperador Dom Pedro II, união que durou 46 anos, foi a mãe das princesas Isabel e Leopoldina. Interessada em cultura, embarcou na frota que trouxe ao Brasil artistas plásticos, músicos, professores, botânicos e outros estudiosos, fato que enriqueceria a vida cultural e científica brasileira.




Em 14 de maio de 2016, a Cidade incluiu no seu acervo, a Clarice Lispector.

A idealização desta homenagem foi da atriz Beth Goulart, de Teresa Monteiro que promove o passeio O Rio de Clarice, Mariana Muller e Niura Antunes.  A construção do monumento teve o apoio de vários pessoas  por muitos de várias formas,  pelos os que assinaram os abaixo-assinados na temporada de "Simplesmente eu Clarice Lispector" (nov/dez 2013), de Beth Goulart, e no Restaurante La Fiorentina (7/6/2014),  com o apoio de Gregorio Duvivier. A escultura foi realizada com a venda das 40 maquetes criadas pelo autor, Edgar Duvivier, 


Novamente em 2016 no dia   16 de outubro foi inaugurada a estátua de outra mulher, a Teresa Baptista no Largo São Francisco da Prainha no bairro da Gamboa, a décima quinta. De autoria de Marcio Pintanguy, a homenagem foi doada à Cidade pela curadora do acervo de Mercedes, Sra Ruth S. Santos. 
Mercedes Ignácia da Silva Krieger foi a primeira bailarina negra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, e precursora da dança afro-brasileira. Bailarina de formação erudita, e a partir da criação de seu grupo, no início da década de 1950, volta-se para o estudo dos movimentos ritualísticos do candomblé e das danças folclóricas. Suas criações coreográficas permanecem até hoje identificadas como repertório gestual da dança afro. 



Em 12 de dezembro de 2016, a família doou a cidade outra homenagem, desta vez a Maria do Carmo de Mello Franco Nabuco. Trata-se de um marco composto por três blocos em cantaria de gnaisse, do portão da casa da Rua Marquês do Olinda, 58 - residência da família demolida a cerca de 30 anos, Maria do Carmo desenvolveu um amplo trabalho de preservação da cidade de Tiradentes (MG), criando, para tanto, a Fundação Rodrigo de Mello Franco.