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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Os portões da Quinta da Boa Vista - Rio de Janeiro

A Quinta da Boa Vista é um dos grandes parques do Rio de Janeiro, cujos portões registram a história dos períodos imperial e republicano.

Em maio de 2011, foi descrita neste blog a construção do jardim-terraço da Quinta da Boa Vista e a instalação do primeiro portão monumental daquele espaço, o Portão da Coroa, para os preparativos do casamento de D. Pedro, príncipe de Portugal, com Maria Leopoldina. Esse portão, segundo consta, foi presente do duque de Nothumberland a D. João VI.


                                        

Em 1909, na administração do prefeito Serzedelo Correa, foi encarregada a Inspetoria de Matas e Jardins, atual Fundação Parques e Jardins, da execução dos trabalhos de embelezamento, remodelação e saneamento dos jardins da cidade. Nesse período, foi executado o jardim-terraço,e  a transferência do Portão da Coroa para uma área nos fundos da Quinta da Boa Vista, onde mais tarde foi instalado o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro.

Já o Portão da Cancela limitava a propriedade na direção do Campo de São Cristovão, hoje afastado dos limites gradeados do parque e reduzido na sua dimensão, sendo simplesmente um resquício do que fora outrora, sem relação física com a Quinta da Boa Vista.


                     Imagem cedida pelo Museu Histórico Nacional

 1992


 2006

O portão principal para acesso ao parque passou a ser o Portão da República, na entrada da Alameda das Sapucaias.


                                                  anos 20

 2006

Em 1992, com a redução de sua área para a abertura de uma segunda via de circulação no entorno do parque, foi criada uma rótula viária para a sua preservação.


Mais tarde, foi instalado um outro portão menor à frente da alameda principal, seguindo o desenho do gradil instalado em 1992.

                                2006

Mas o mais curioso portão da Quinta da Boa Vista é o que designa o espaço, situado na direção da estação do metrô de São Cristóvão. Acredito que seja do período da implantação paisagística executada por Glaziou em 1869; porém, não disponho de documentos que comprovem esse dado. Há também a hipótese de esse portão ter sido deslocado para esse local.

                                    2010


A cerca de cem metros dali, há outro portão semelhante, sem uso, de propriedade da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), cuja conservação não compete à administração municipal do parque. A dimensão e os elementos decorativos desse portão levam a crer que se trata do modelo completo.

Em ferro fundido, com detalhes em bronze extraídos do catálogo das fundições de Val D'Osne, esses portões podem ser representantes do período imperial da Quinta da Boa Vista.







Caso alguma foto aqui inserida esteja em desacordo com os direitos de propriedade, sem a fonte e/ou legenda, por favor, envie correção para veradias2009@hotmail.com, ou se for o caso solicite a retirada.