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sábado, 26 de fevereiro de 2011

As esculturas do bairro de Campo Grande



Em 1993, quando assumiu a Prefeitura do Rio de Janeiro, César Maia nomeou como secretário de Urbanismo o arquiteto Luiz Paulo Conde, que imprimiu na cidade uma reformação dos centros dos bairros, em um projeto conhecido como Rio-Cidade.

No caso de Campo Grande, na Zona Oeste, foi contratado o escritório do arquiteto Nilton Montarroyos, cuja equipe desenvolveu uma proposta de valorizar a história do lugar, criando obras escultóricas que permitissem ao morador e aos visitantes uma constante lembrança do passado rural do bairro.

Sendo assim, para marcar o ponto inicial da região de Campo Grande contemplada pelo Rio-Cidade, foram implantadas três estruturas que lembram palmeiras, árvores que enfeitavam os acessos às sedes das fazendas que ali funcionaram outrora.

 

Como o cultivo da laranja marcou a ocupação de Campo Grande no século XX, obras de arte com referência à fruta foram estrategicamente instaladas nas esquinas do bairro.

Por exemplo: por ser o percurso natural em direção ao centro do bairro, a Avenida Cesário de Melo ganhou, em uma de suas esquinas, uma “Laranja” esteticamente descascada.



Próximo à estação de trem, foi erguido um chafariz. Ali, várias faixas na cor laranja compõem um conjunto com somente um jorro. A água sai de um orifício e se dirige a uma estrutura similar a um copo, como se fossem laranjas fornecendo seu suco.

 
                                     
O projeto Rio-Cidade privilegiava o pedestre. Então, no trecho entre a Avenida Cesário de Melo e a estação de trem, foi criado um calçadão decorado por três obras. Uma delas é o Arco Íris, estrutura metálica sob a qual caminham os transeuntes.

 

Outra peça disposta no calçadão é a Broca, estrutura espiral que parece estar perfurando o piso, de dentro para fora, como elemento de destruição.

 

No final do calçadão, mais precisamente no trecho próximo à estação de trem, foi instalado um relógio público, que atrai o olhar daqueles que seguem para seus compromissos.



Em outra esquina, vários pilares soltos, Laranjais,  representam as estruturas deixadas pelo tempo.



Uma pirâmide de aço laminado também foi fincada em um dos caminhos do bairro.


Passados 15 anos de sua inauguração, ocorrida em 1996, essas peças já sofreram várias pinturas, devido ao desgaste natural dos materiais, mas nenhuma delas foi danificada, comprovando que a referência histórica é de grande valor para os habitantes do bairro.